Viajantes Interplanetários

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Entre a palavra e o ouvido


Nossos ouvidos nos traem, muitas vezes, sobretudo quando decifram (ou acham que decifram) palavras ou expressões pela pura sonoridade. Menino pequeno, gostava de ouvir uma canção dedicada a uma mulher misteriosa, dona Ondirá. Um dia pedi que alguém a cantasse, disse não saber, dei a deixa: “Tão longe, de mim distante, Ondirá, Ondirá, teu pensamento?” Ganhei uma gargalhada em resposta. Um dileto amigo achava esquisito o grande Nat King Cole cantar seu amor por uma misteriosa espanhola, uma tal de dona Quiçás... O ator Ney Latorraca afirma já ter sido tratado por seu Neila. Neila Torraca, é claro. Agora me diga, leitor amigo: você nunca foi apresentado a um velhinho chamado Fulano Detal?

(Armando Fuad)

3 comentários:

  1. Música "Farinhada" de Luiz Gonzaga, começava assim:
    "Tava na peneira, oi, tava peneirando
    Tava no namoro, oi, tava namorando"
    Nada mais natural qua aos meus ouvidos de criança e até de muitos adultos soasse como "oitava". Daí, não era de estranhar que um ouvinte pedisse pelo telefone:
    - Toca OITAVA, por favor!
    - Oitava sinfonia de Bethoven?
    - Não, OITAVA de Luiz Gonzaga!

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  2. Também, em alguns lugares no interior deste país o hino nacional é conhecido como "Ovirandum".

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    Respostas
    1. Verdade Jair =]]] eu tenho um ouvido dislexo kkkkkkkkkk

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