Era uma palmeira assobiando ao vento,
Leda, balançando ninhos de canários.
Era da capela o bronze centenário
Embalando o sol vermelho, sonolento.
Era uma mangueira. Era uma cantiga
E uma cigarra, um mugido, um grito.
Era um violão chorando um choro aflito
E um cantochão, uma novena antiga.
Uma monjopina no balcão da venda;
E um caçador multiplicando os feitos.
Uma conversa, um gol, um par de peitos
E uma tocáia, um plano, uma contenda.
Um morcego pendurado à telha;
Uma dona esguelha um gajo na esquina.
No sermão o padre tudo recrimina
E ainda um cheiro de jabá na grelha.
Edvaldo Bronzeado