Viajantes Interplanetários

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sábado, 26 de setembro de 2009

Poema em Fá menor

Estou com vontade de silêncio,
Estou querendo um adeus.
Sinto frio de viver no meu olhar.
Por aí... Irão os meus filhos,
Hélices loucas a girar sem fim.

E os sinos repicam segredos de nós.
E os sinos insinuam segredos sem voz.

E uma nuvem cigana cruza a minha cama.
Por que agente precisa tanto de grana?
Essa grama nada nutritiva.
Por que agente precisa tanto de transa?
Essa dança dos corpos.

E os sinos repicam segredos de nós.
E os sinos insinuam segredos sem voz.

E caí do céu uma voz numa asa de avião.
Os homens se matam aqui embaixo, no
Lado mais raso do inferno, na calçada
Mais encharcada de inverno.

E os sinos repicam segredos de nós.
E os sinos insinuam segredos sem voz.

2 comentários:

  1. "E os sinos insinuam segredos sem voz"...
    Talvez insinuem tantas coisas que deveriam ser ditas e não são...
    Poesia linda!

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