Viajantes Interplanetários

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domingo, 16 de maio de 2010

Luciana

Muito invoca do autentico espírito humano,
Teu olhar de auto madrigal,
Carregado de donaire róseo matinal
Tido como a valsa do selo mítico ufano,

Labirinto; a alavanca destra divinal,
Erguida ao canto de arcano
Que nos revela ao sopro ameno
Dos ventos, silencioso e descomunal.

A graça de teu sorriso
Que estupefaticamente deixa indeciso
Toda criatura de substancia atemporal,

Fazes até os anjos perderem o siso
Ainda mais os seres de estrutura infinitesimal.
Teu carinho e beleza é algo de tão conciso...


Nunca mais ouvi notícias de você,
A milícia do tempo veio te levar...
Para onde você foi? (...) a mercer?
Vi que não da certo tentar te achar.

Minha estrutura é como o éter,
Hoje estou com um poema de Rimbaud,
Lembro de tudo quando leio Werther,
Foi o mundo entristecido quem me roubou

Toda a fortaleza, como o outono
Que come as folhas vivas, sem mastigar,
Talvez conviva com um engano

Mas não procuro mitigar
Quero apenas o pranto como o pano
Que limpa o chão, isso quero me dar!

Marcone Santos

Um comentário:

  1. "Teu carinho e beleza é algo de tão conciso..."
    Amei!!! quero que esse sirva para mim, essa LUCIANA tem um "q" especial.
    muito legal, só agora que vi!

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