Viajantes Interplanetários

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sábado, 12 de março de 2011

Milk Shake Literário


Recife e Olinda – Meus Tesouros Particulares

Olá queridos amigos do Planeta Marte! *-* Perdoem-me a ausência. Mas voltei em um dia muito especial. Hoje é dia de comemorar, não porque eu voltei, mas porque hoje é o aniversário dessas duas cidades lindas que AMO tanto! Recifense por nascimento e Olindense de coração não poderia deixar em branco os 474 e 476 anos, respectivamente, de riquezas, histórias, belezas, e de muitos problemas também, assim como em qualquer grande cidade.

E se só isso já não fosse motivo o bastante para se comemorar, no dia 12 de março também é Dia do Bibliotecário! Esse ser tão personificado pela sociedade que tão pouco conhece sobre o nosso trabalho, mas sempre é mais fácil julgar o guardador de livros e limpador de pó na estante do que se habilitar a investigar um pouco da responsabilidade que o profissional formado em biblioteconomia recebe ao se formar. E já me incluí, porque próximo ano já poderei comemorar com plenitude esta data. ;D

E para juntar o útil ao agradável, hoje venho falar sobre um livro que li em pleno carnaval e até combinou com o enredo. Eu ADORO literatura infanto-juvenil, essa paixão é antiga, do tempo em que comecei a me interessar por leitura através desse tipo de livro e depois quando chegou à vez do meu irmão. Adorava ler os livros dele para depois discutirmos o assunto! E se você torceu o nariz ao ficar sabendo disso, saiba também que não me incomodo :D Vivo tão de perto o drama do preconceito literário que já virou clichê, mas isso é assunto para outro post...

Voltando para o meu livrinho do início do parágrafo, eu já andava de olho nele a algum tempo pelo Skoob (Você ainda não sabe o que é isso? Não perca mais tempo: http://www.skoob.com.br/) e quando descobri que a UFPE tinha em uma de suas bibliotecas o mesmo disponível não hesitei em ir buscar.

Eu estou falando do livro O Tesouro de Olinda de Rogério Andrade Barbosa.

O autor veio passar um carnaval aqui na minha terra e se encantou tanto que resolveu escrever uma história! O personagem principal é Thiago, um jovem calouro carioca que como prêmio por ter passado no vestibular, recebe uma passagem de férias para Olinda durante o carnaval. Ainda no início da viagem conhece um senhor holandês antiquário chamado Hendrick Vermeer e depois disso todo o propósito de suas férias mudam... A história é marcada por suspense, mapas do tesouro, fortunas do tempo das invasões holandesas em Pernambuco, fora outras informações históricas expostas de forma simples, mas muito esclarecedoras, além de romance, é claro. Thiago conhece uma jovem alemã chamada Briggite e logo se encanta por ela e esta se torna sua parceira de frevo e de caça ao tesouro. Fora as paisagens tão bem descritas de Olinda, que foi super fácil imaginar a história, já que me senti tão bem situada com as imagens que formei, são 105 páginas de puro passeio por essas ladeiras já conhecidas.

E que arte é escrever livros para o público jovem. Criar algo que consiga prender e marcar para sempre a vida desses novos leitores, para que desse modo o mundo da leitura só faça se expandir a cada momento. Esses autores que conseguem essas façanhas têm toda a minha admiração e o meu mais tenro respeito.

Com todo esse depoimento venho ressaltar a importância do bibliotecário na formação desses novos leitores. Que possamos buscar novas opções e saibamos instigar nosso público a fazer suas próprias buscas depois. Não fique esperando o governo voltar os olhos para a educação, comece a caminhar com as próprias pernas, se engaje em projetos sociais de incentivo a leitura, bibliotecas comunitárias, troque idéias... Tente mudar um pouco da realidade ao seu redor, nem que seja com as pessoas de sua própria família, não vamos pensar apenas em colocar o diploma no bolso, passar em grandes concursos públicos com excelentes remunerações e esquecer o papel de educador e a grande proposta de ser o elo entre a informação e o usuário como tanto é visto nos quatro anos que são levados para a formação de um profissional. Vamos ser pró-ativos e mudar a visão que a sociedade tem de nossa profissão... Pode ser utópico, mas é o que desejo e pelo que luto.

Parabéns Recife, Olinda e Bibliotecários!

“Os livros não mudam o mundo. Os livros mudam as pessoas, as pessoas mudam o mundo.”

Mário Quintana


Por hoje é só.

Saúde e Paz a todos.

Beijocas :*

Ly Cintra

3 comentários:

  1. Demorou, mais chegou kkkkkkkkkkkkkkkk
    matou três coelhos com uma cacetada só hehehehe.
    No mais eu não sabia que ela era recifense hehehehee

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  2. Ialy!!!!
    Fiquei doidinha para ler esse livro!!
    *-*
    Vc sabe que sonho em conhecer Recife e Olinda, e já até fui aí com o passaporte chamado Campina :D E esse livro que vc tão bem incita, é tudo que gosto num romance, mesmo que infanto juvenil, ora! Pq enterra a juventude que persiste em nós?

    E seu apelo cultural? Crivadíssimo de razão. Desde que me formei, eu não propriamente trabalhei, mas não deixei de trabalhar desde o primeiro dia na faculdade! A Educação e a cultura nos persegue não é? A mente de um instigado vive matutando forma de contribuir e olhe, não é utopia...
    Um andorinha só não faz verão, mas enchendo o bico com água, ela comeeeeça a pagar o incêndio na floresta e incentiva os outros animais. Já somos duas passarinhas tentando =]

    Obrigada pelo lindo post que, como sempre, não decpeciona... amei, amei, amei (e não é puxa, é verdade ;D)

    Aline N. T.

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  3. Eustou começando a ler este livro e estou encantada com as palavras como o autor(@)dita estas palavras

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