Viajantes Interplanetários

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terça-feira, 19 de julho de 2011

NOVELA DA HORA

Olá, me chamo Oswaldo, sou aluno de administração da UPE-Universidade Estadual de Pernambuco. A convite dos amigos do blog venho aqui testar o meu dom literário para novela. A muito tempo que sigo tentando escrever um (romance/novela) e acho que dessa vez vai rolar. Dependendo da aceitação das pessoas publicarei um e-book ao fim do último capítulo. Abraço a todos e divirtam-se com a história de Pedro. Postarei os textos conforme a história for se desenvolvendo na minha cuca, pelo menos a cada dez dias tentarei jogar um capítulo aqui.
Obs: Os textos foram corrigidos por minha pessoa, no futuro revisarei melhor, peço desculpas pelos futuros erros ortográficos.

MÃO DUPLA
­­­­­­CAPÍTULO a

Caminhou mais uma vez Guararapes a fora, paquerando as rosas vermelhas que não poderia lhe dar. Era mesmo um romântico, o velho violoncelista apaixonado pela estrela mais brilhante daquela cidade erigida entre mormaço e poesia. ­­
As capitais sempre foram um sonho para aqueles que saem de casa sem saber onde pousar as asas. Ele tinha asas, havia aprendido a cair a pouco tempo, mas sabia voar.
Comprou a mais bonita rosa e caminhou Praça do Diário a fora, ele estava mesmo apaixonado. Como era proibido se apaixonar naqueles tempos incertos. Tudo era só ela – pontes, ônibus, cinemas, céu azul de Recife. Tinha apenas uma certeza: apanhar estrelas era uma coisa muito perigosa, se o sujeito não estivesse preparado queimaria as mãos, queimaria a alma, incendiária o coração.
Parou no meio da Ponte Joaquim Cardozo, ninguém saberá o que fitava em meio aquela paisagem tão recifense, pontes e rios, entretanto era fácil saber o que se passava naquela cabeça enquanto esteve estanque durante alguns minutos.
Pedro atravessou a rua e adentrou na livraria, por mais que se esforçasse ela não escapara um minuto de sua cabeça: era sua obsessão do momento, a bela atriz da hora, tirando a roupa para um outro alguém no camarim da vida. Ter apenas sua amizade, para ele estava se tornando uma tortura, digamos cômica. Era como se tentassem matá-lo de cócegas, por que a memória dela era sempre sinal de um sorriso em seu rosto, e, de um baticum em seu coração vagabundo.
***
Conhecera Carla em uma festa na faculdade em meados de 1993. Ela a priori não lhe chamara a atenção. O tempo, no entanto, inimigo dos inocentes veio lhe apontar um destino cruel: aquela menina que ele havia rejeitado – por que “era” feinha – entrou na sua vida como um furacão, e mudou tudo de lugar.
– Ah! Como eu era tolo...
Me dissera um dia em 1998 quando nos encontramos em Roma. Meu amigo havia conhecido meio mundo, mas nada lhe havia chamado tanto sua atenção como Carla.
– Tão branca Carla... Tão pura...
Carla se casou pouco tempo depois de acabar a faculdade. Um dia tão feliz e ao mesmo tempo tão triste. Quando ela viu o amigo chorando em meio aos convidados pensasse, quem sabe, na amizade que aquele tinha por ela. Amor também é uma forma de amizade, a maior. Mera ilusão.
– Sempre disse que não viria ao meu casamento, e olha só para você agora, banhado em lágrimas. Falava essas palavras abraçando-o.
– Sabes como te quero bem. Espero que ele te faça a mulher mais feliz do mundo. Finalmente terás o rebento com que tanto sonhastes.
– Te amo! E sabe que sempre vou te amar, meu irmão mais bonito e querido.
Vê-lo naquela fila, cumprimentado a noiva era cruel. Um chorava de alegria e outro de tristeza. ********************** desculpe a pausa, não pude conter as lágrimas também. Fui seu único confidente por muitos anos, juro que não é natureza boa ser um baú. É quase o peso de um ataúde, que leva embora segredos para a eternidade. Por isso resolvi escrever este diário, a história daquele sujeito, talvez o mais comum que conheci, merecia ser contada.
CONTINUA...

Um comentário:

  1. Ele tinha asas, havia aprendido a cair a pouco tempo, mas sabia voar.(só por essa frase você já consegue passar ao leitor,uma maneira gostosa de ler e viajar junto com o seu personagem).

    Fui seu único confidente por muitos anos, juro que não é natureza boa ser um baú. É quase o peso de um ataúde ...(mas um exemplo que gostei muito).

    Escrever não é fácil,mas seu texto é leve e meche com a imaginação,lembra-me Os Contos de Machado de Assis!Continue,e faça Pedro nos surpreender.

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