Viajantes Interplanetários

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sábado, 1 de outubro de 2011

FILOSOFANDO À TOA 8


(SOBRE O PÓS-FICCIONALISMO)


 Por: Célio limA.

Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira. Primeira escrava branca que comprei veio e fez a revolução. Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia...  Dei bandeira! E ao pôr fé nessa deusa gorda da tecnologia, gelei de pura emoção.  Ora! Desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante. Uma elétrica doméstica, então... Que sex-appeal! Dá-me um frio na barriga! Essa deusa da fertilidade, ready-made à la Duchamp, ja passou de minha amante! Virou superstar, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga! Mister Andy, o papa pop, E outro amigo meu, xarope, Se cansaram de dizer: "Pra que Deus, Dinheiro, Sexo,  Ideal, Pátria, Família,  Se alguém já tem Frigidaire?" É Freud, rapaziada Vir a cair na cantada De um objeto mulher.  1.º - Eu me consumo, Madame. E a classe média que mame  Se o céu a prazo se der! 2.º - Mas que trocadilho infame! La vraie "Ballade des Dames Du Temps Jadis"... ao contraire!  Que brancor no abre-e-fecha sensual dessa Nossa Senhora Asséptica! Com ela saio e traio a televisao, rainha minha e de vocês! Dona Frigidaire me come. But "No kids, double income!" Filho compromete a estética!  Como Édipo-Rei Momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez.  Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado. Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do País. E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado. Queira Deus que em fim da orgia, já de cabecinha fria, não leve um doce gelado!”. (ANTÔNIO CARLOS BELCHIOR)



Andava por esses dias entediado na vida em relação à arte produzida no Brasil Tava achando as formas de expressão da nossa pós-modernidade. Tão fria inócua ou vazia. Sem nus trazer novos horizontes ou possibilidades de rever os velhos conceitos ou de trocar alguns preconceitos por outros conceitos. Estava me perguntando qual disco obra-prima dos grandes dinossauros da nossa música popular brasileira ou do nosso rock tupiniquim produzido nesse começo se século XXI. Só me lembrei de dois o “Quebra Cabeça Elétrico” do Oswaldo Montenegro e “O Galope do Tempo” do Marcelo Nova. Pergunto então e a critica ferrenha? A contestação?  Não a encontrei em nenhum disco ou livro ou audiovisual produzido aqui nessa terra de santa severa cruz!
O que me fez realmente ficar indignado com a nossa medíocre realidade foi o stand up “Politicamente Incorreto” do Danilo Gentili. Que para mim fora uma aula e um tapa na cara da nossa “politicardia”. Eu me pergunto então que país é esse? Onde é no humor que estar sendo utilizado com muita propriedade e até seriedade para mostrar nossas mazelas e denunciar a nossa apatia e o nosso comodismo social e intelectual. O que me indigna é a falta de reação do povo brasileiro. Que após tal espetáculo presenciar não se toca que estar passando da hora de agir. Pois toda ação tende ou tenderia a gerar uma reação. Pois enquanto permanecem sentados na poltrona da vida, sorrindo a toa da própria desgraça. E não param para a reflexão ou indignação. Ficamos por assim dizer de braços cruzado sendo-nos a estação onde o bonde passa-passa-passa e ficamos.
Eu tinha assistido creio que fora no começo do ano a uma entrevista do cantor-compositor e produtor musical o Roberto Menescal. Em que o próprio falava algo mais ou menos assim: que na musica o que ocorre é que nas primeiras décadas de cada século. Existe um processo de falta de inovação, criatividade ou falta de surgimento dos tais “movimentos musicais”, como fora a Bossa Nova por exemplo. Então peço eu ao Deus: “Que o amanhã não traga o hoje”.
Confesso que tinha concordado até pouco tempo com o papo do mestre Menescal. Até que entre outras coisas, ontem dia 02/09/2011. Após assistir a apresentação do grupo O Teatro Mágico na cidade de Gravatá - PE. Eu percebi e compreendi que eles têm algo a oferecer. Que é um dialogo seja estético, seja em abordagens de temas que gira em torno de nos. Desde o nosso cotidiano, da nossa forma de se fazer arte, de se produzir ou de divulgação. Seja pelos meios burocráticos das mídias ou do universo paralelo virtual. Seja até simplesmente a linguagem, a importância do que é a palavra.
Mas não era só falar sobre isso o que eu queria falar por estas linhas digitadas. O que eu gostaria de relatar é que dias desses batendo um longo papo com o jovem poeta e ativista cultural o Ícaro Tenório (um dos difundores do movimento pós-ficcional) em certa madrugada. Eu percebi surgir uma força criativa enfim em nosso meio e não tão distante assim. Força essa que já vi surgir no passado no movimento Armorial, no Mangue Beat, e no movimento promovido pela Sociedade dos Filhos da Pátria no interior Pernambuco.
Vejo de forma genial a proposta do jovem Ícaro, alem de ambicioso artisticamente falando. Digo que o cara é um gênio. E se ele conseguir desenvolver o que pretende. Com o lançamento dos seus livros, peças, cd’s, filmes, e o escambau. Que gira em torno de uma nova leitura ou releitura que combina num grande jogo mental, ou quebra cabeça pensante. O engraçado é que esse nosso dialogo as altas horas da madrugada parecia até com o dos dois personagens do curta “Tarantino’s Mind” interpretado pelo Selton Melo e pelo Seu Jorge. Onde eles discutem o código existente no universo do diretor Quentin Tarantino.
O Pós-Ficcional é um grande surgimento. Eu vos saúdo. E para os que digeriram essa coluna até aqui eu indico o link’s abaixo. No qual o próprio Tenório explicará o que é a final e qual a proposta desse tal de pós-ficcional. –Célio limA.
Acabei de me tornar Pós-ficcional É menos um andarilho na rua Minha maquete sonora voa no ar De gaiola em gaiola. Agora sou um Pós-ficcional É menos um ambulante na rua Os meus fonemas perambulam pelo ar De tele em tele-nóia. Tenho alguns áudios Dá pra escutar! E o meu release Sei que fraco ele não ta A bronca tá na fonte que não dá pra enxergar. Pois tem muito reflexo Encandeia o olhar! Mas agora que sou Pós-ficcional Não mais um operário da músicaMinha maquete sonoran livre no ar De gaiola em gaiola voa. Agora já Pós-ficcional Não faço mais comércio na rua Na sua casa eu trabalho sem cessar É só você acessar. www.ambulantenacional.com/heltonmouraeocambaio Tenho alguns áudios Dá pra escutar! Câmera fotográfica Fotos não vão faltar. E ainda faz uns vídeos Da pra turma sacar! É foda que é emprestada Eu tenho que entregar! Mas agora que sou Pósficcional Sem prazo, validade nenhuma Sou da matrix, vim aqui pra lhe explicar Essas linguagens outras... (Tengo lengo tengo...) Na sua casa, quem pode no celular é só você acessar...” (Helton Moura)

7 comentários:

  1. Não há nada de novo,o pop é tresh,o rock nacional deveria chamar-se Sertanejo extremo,o metal é uma ópera,o samba um mix tape de todas as porcarias...O que mais me dói é saber que para não cortar os pulsos a gente acaba se rendendo a algumas dessas iguarias.

    Tem sempre algo novo em mim,quando vislumbro a graça da tua poesia.

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  2. para não cortar os pulsos a gente acaba se rendendo a algumas dessas iguarias.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk podes crer

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  3. CONCORDO COM OS 3 E VEJO Q TODOS OS MORTAIS PRECISAM DE ALGUM ESCAPE... A ARTE É A FUGA E TAMBÉM A CONCIENTIZAÇAOTRANSCEDENTISTA...

    -Célio limA.

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  4. https://www.facebook.com/FILOSOFANDO-%C3%80-TOA-por-C%C3%A9lio-Lima-1508243292831542/

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  5. https://www.facebook.com/FILOSOFANDO-%C3%80-TOA-por-C%C3%A9lio-Lima-1508243292831542/

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