Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

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FILOSOFANDO A TOA-11

(Sobre os Deuses na folia)

Por: Célio limA.


“Por mais que o Estado enfatize o que faz de meritório o que faz de meritório pela cultura, ele a promove para se promover e não concebe nenhum alvo que seja superior ao seu bem e à sua existência” (Friedrich Nietzsche)


O carnaval vem chegando. É uma festa de origem grega em agradecimento aos deuses pela fertilidade e produtividade da terra. Porem fora introduzida no nosso imaginário como uma festa “judaico-cristã” podemos assim dizer ser a preparação para a quaresma. Só que em minha analise ela estar mais para uma festa pagã digna de Dionísio, e ao mesmo tempo consegue ser por assim dizer uma manifestação anarquicamente cultural de um povo.

Digo por ser uma festa onde no nordeste, por exemplo, em algumas capitais mais principalmente nos interiores é um festejo onde brincam pobres e ricos, elites e excluídos na maior curtição do êxtase. Sem o falso moralismo ou o preconceito rotineiro. Onde os anseios dos indivíduos são caracterizados pelas fantasias de reis, sutões, odaliscas, artistas e também a anarquia revigora com as criticas ao sistema ou a incompetência do estado. Presente nas mascaras do repudio aos políticos ou na dos figurões dos escândalos nacionais. Nesses pólos mostra-se a presença das misturas que fizeram ser o que se é o povo brasileiro. Todos esses ingredientes folclóricos e intelectuais que fazem sermos multiculturais.

Não podemos esquecer-nos dos grandes desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e as de São Paulo. Um alto custo e um grande trabalho que muita das vezes se é patrocinado pelo jogo do bicho ou por traficantes. Assim também faço a critica ao estado que aparelha tais festanças com uma boa estrutura para a com a saúde, e em relação à segurança dos que ali se divertem. Coisa que no dia a dia os cidadãos não têm direito a tais benefícios. Porem friso que o estado lucra com a realização de tais eventos, o marketing o fortalece. O senhor político ganha popularidade, lucra com isso e não com o investimento para com as criançinhas pobres do Quipapá e etc. Não estou sendo contra a realização do carnaval. Com a benção de Dionísio ou Baco entro no êxtase do bloco dos foliões.

Sei que existem empresários e retrógados intelectuais que não suportam a idéia de o brasileiro ter três ou quatro dias para a folia, para o ócio. Tais senhores acham que isso é prejuízo para o país que não pode parar. Pois o homem/maquina não pode fugir do adestramento tecno. Eu do outro lado vejo o ócio tão necessário quanto o achara o filosofo Aristóteles. Creio que o carnaval possa servir de desintoxicação da rotina, de alivio para o stress e de massagem contra toda uma tola repetição e maquinizaçao do animal/humano. Além de um possível revigoramento, uma contemplação produtiva e necessária para a criação de novas idéias e de possíveis ideais.

Sobre as divindades vejo o deus judaico cansado e mal humorado para degustar tal festança. O deus cristão talvez o moralismo do pai o impeça de sair ou talvez ele utilize a máscara do filho para quem já fazem “carnaval cristão” (e até “cristoteca”) com trio elétrico e tudo mais, e caia na banalidade da folia fantasiado de “espírito santo”, “pomba gira”, (credo, ave Maria) ou “pomba da paz”. Vejo que o menino Sidarta Gautama muito tímido para manter presença em tal profanação. Os deuses hindus pelas suas indumentárias coloridas talvez compareçam e arrisquem até uns passinhos de frevo. Já os deuses gregos, sei que curtem certos disfarces e ate orgias. Zeus possa aparecer fantasiado de touro, Netuno venha ate vestido com seu traje de água, Baco quem sabe apareça de garçom. O deus Pã venha de Dj. E o Dionísio incentive a curtição como mestre cerimônia. E como diz uma canção baiana já que a Bahia é linda. “não engorda, não faz mal”. Assim é o carnaval. –Célio limA.


“Eu vou brincar O ano inteiro neste carnaval Eu vou entrar nesta bagunça E não me leve a mal Eu vou, eu vou Eu vou brincar O ano inteiro neste carnaval Não vou deixar que a cinza venha E suje o meu quintal Eu abro a boca E fico rindo à toa Essa é muito boa Hoje eu tou legal Só peço a Deus Que não me leve agora Ontem, hoje, sempre Eterno Carnaval” (Raul Seixas)

OBS: Célio limA. É filosofo por natureza; anarquista por tesão e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: a Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nos Blogs:http://salveopoetasalve.blogspot.com;http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/;http://poetasdemarte.blogspot.com/ .                                                                      Atualmente cursa: FILOSOFIA-UFPE.

4 comentários:

  1. Crítica pertinente às tentativas de aparelhamento político. Ano eleitoral sempre gera carnaval gordo.

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  2. Desintoxicação do stress imposto a todos nós pela carga exaustiva de trablho que devemos cumprir para que consigamos pagar os malditos tributos que não nos auxiliam em absolutamente porra(e esse porra é dito com força) nenhuma!

    Concordo com Célio e parafraseando o Padre Daniel, digo que se esses empresários são intelecutuais, que enfiem seus trabalho e contrato no cu.

    P.S.: Esse comentário saiu mais como um desabafo. Economizarei com o terapeuta!

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  3. https://www.facebook.com/FILOSOFANDO-%C3%80-TOA-por-C%C3%A9lio-Lima-1508243292831542/

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  4. https://www.facebook.com/FILOSOFANDO-%C3%80-TOA-por-C%C3%A9lio-Lima-1508243292831542/

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