Viajantes Interplanetários

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O PREGO

Fui onde pudesse me sentir distante
Saí para me sentir livre
Adentrei no mato
No alto da serra,
O vento se esfregava na vegetação,
Como quando alguém
Passa a mão sobre a pele
De um bebê
E esse som produzido era vivo.

Subi mais alto...
Ainda queria-me sentir mais livre,
Mais alto, queria mais desse supremo.
Parecia que nunca havia respirado assim,
Enxergado assim,
Sentido isso que era assim!

Não se consegue pintar,
Não se consegue reproduzir esse som
Não se consegue transmitir essas coisas
Não se consegue entender essas coisas.

O movimento é segredo
Não se sabe identificar a natureza
Ela é todo segredo.
O vento e a luz são mães gêmeas 
Educando e instruindo sua vasta cria 
Nada comete erros
Tudo é paz...


 A essa altura subi mais
Que o entendimento.
Já estava torpe
Como todo bom homem de um planeta 
Com a humanidade degenerada,
Tentando violar o desconhecido...

Senti como se estivesse
Recebido uma violenta pancada sobre a cabeça.
Aqui todos se calam para ouvir
Tudo é evoluído.

Fiquei sentado
Depois de desistir ir adiante.
Norteado, passei a meditar
A minha distância
A minha liberdade
Baixei os olhos a minha frente,
Olhei pro lado, extasiado 
Parei a meditação...

Vi um prego
Enferrujado,
Peguei-o,
Parei tudo pra pensar:
Por que danado um prego tava ali?


Jimmy Marcone


Leia mais em: http://castanhamecanica.wordpress.com/acervo/

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