Viajantes Interplanetários

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sábado, 20 de abril de 2013

”Q”, DE QUANDO


A espera a tudo vai tornando
Descontínuo.
Somente ela, a própria espera,
Impõe-se como longa estrada-distância
Ou túnel-ânsia.

Fecham-se as janelas adicionais
E as portas coadjuvantes,
Laterais.
As sequências se fracionam,
Não há gotas caindo
Nem escala solar,
Pois a luz não muda na sala de estar esperando,
E os únicos números existentes
São os marcos alienados intrínsecos
Aos minutos da própria espera sem agora...

O que vem de lá e tanto demora?





Marcantonio Costa

2 comentários:

  1. A espera a tudo vai tornando descontínuo... é exatamente isso... nada se concretiza no agora pq o amanhã é o unico objetivo, a ânsia, o foco... O que vem de lá e tanto demora?
    Meu momento é esse e é assim: descontínuo. De onde estou não vejo janelas e a luz nunca muda nessa sala de espera que se tornou minha vida.
    Vc foi perfeito.
    Beijos.

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  2. Limerique

    Esperar onde a mesmice impera
    Numa cadeira da sala de espera
    Folhear velhas revistas
    Navegando como surfista
    Enquanto a paciência degenera.

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