Viajantes Interplanetários

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domingo, 14 de abril de 2013

RESENHA À MARCIANA



Toda poesiaPaulo Leminski


Sabe qual é o único trabalhador que somente depois de morto recebe o soldo? Acertou quem disse o poeta? Apesar de muita gente por aí, principalmente no Brasil, encher a boca para falar que ser poeta, ou, escrever poesia não é profissão, é coisa de vagabundo; carma bem parecido com o de nossos amigos músicos. Pois bem, nossas editoras pelegas continuam enxergando na morte, e parece que só nela, a possibilidade de publicar até as cuecas do falecido poeta que até então não valia neca.
            Deixando a mesmice editorial de lado a publicação da obra poética completa do curitibano Paulo Leminski, bem merecida, apesar da demora que levou para sua chegada no mercado, nada mais é do que a confirmação do poeta de vanguarda que o bigodudo sempre foi. Intelectual, chato e pé de briga, boêmio e ao mesmo tempo um disciplinado faixa preta, o polaco louco nos deixou uma obra, que em minha opinião, poderá ser apenas comparada a do José Paulo Paes o qual sofria de vários “males” similares aos leminskianos, como por exemplo: as profissões indesejadas de tradutor e poeta – quer mais? Procura saber quem foi o moço!
            Para quem sempre quis ler o livro 40 clics e nunca teve chance, tipo esse que vos fala, essa é uma oportunidade de por os olhos naquela belezura; embora as imagens de Jack – que faziam par com as letras do Paulo – só comprando o livro mesmo (em separado) num sebo da vida para ler-ver, e olha que custa uma pequena bagatela, podes crer!
            No mais: o livro traz engarrafado em suas mais de 400 páginas tudo que você já leu do polaco e mais um pouco, a despeito de alguns poemas, que segundo o editor, ainda não haviam figurado em outros livros.
            Pois bem, já falei de mais desse livro pop de um poeta pop. Alto lá bicho! Ser pop não quer dizer que o cara tem a mesma “qualidade” do Paulo Coelho (há! ha! ha!) – o pop aqui colocado por esse poeta desconhecido que vos escreve essa resenha indignativa e controversa ao que a ABNT dita – apenas quer significar aqui e agora que esse pop simboliza ter abrangência, marketing, divulgação, respeito..., .... .... ...., , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... , .... .... .... 
            E antes de alguém vir para cima de mua com aquele mi mi mi de que esse livro com um bigode na capa é o livro mais vendido do momento... Me diz uma coisa aí bicho: tu visse essa notícia no sítio eletrônico daquela livraria famosa com nome de canal de  TV? Não desconfio que esse poeta vende, mas com um arrumadinho você também não venderia uns livrinhos... Lembra do outro Paulo?
            Deixando as teorias de conspiração para lá vou aproveitar meu domingo, por que baratinho como o livro está terei que trabalhar mais de um dia na semana  “útil”, que começa amanhã, para poder comprar o meu. Fui!

D.Everson
           

2 comentários:

  1. Limerique

    Leminski o boêmio e poeta torto
    Em vida abdicou de todo conforto
    Nas noites curitibanas
    Ele encheu o cu de cana
    Agora vende livro depois de morto.

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