Viajantes Interplanetários

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domingo, 18 de agosto de 2013

FILOSOFANDO Á TOA 19


SOBRE O FILME V DE VINGANÇA E OS DIAS ATUAIS.
Por: Célio limA.

“Tá lá o corpo estendido no chão Em vez de rosto a foto de um gol Em vez de reza a praga de alguém
E um silêncio servindo de amém O bar mais perto depressa lotou Malandro junto com trabalhador
Um homem subiu na mesa do bar E fez discurso pra vereador Veio camelô vender Anel, cordão, perfume barato Baiana pra fazer pastel E um bom churrasco de gato Quatro horas da manhã Baixou o santo na porta bandeira E a moçada resolveu Parar, e então... Tá lá um corpo estendido no chão
Em vez de rosto a foto de um gol Em vez de reza a praga de alguém E um silêncio servindo de amém
Sem pressa foi cada um pro seu lado Pensando numa mulher ou num time Olhei o corpo no chão e fechei
 Minha janela de frente pro crime (...) Tá lá um corpo estendido no chão” (João Bosco)


 V é um filme que me proporcionou bons momentos de reflexão e de contemplação com a arte. Primeiro por frisar a importância “d’ma ideia”. Não existe ideia morta. Ela sempre poderá ser utilizada na práxis política, ideológica. Em segundo por este filme demonstrar assim como no filme\livro “1984”, o poder maléfico do estado que para perpetuar-se tende a manipular o povo midiaticamente e de se tornar o inimigo deste mesmo, a ponto de cometer atos de crueldades, terrorismo para a criação de uma pratica “pedagógica”, d’ma filosofia do medo. Alienar e “medrificar” as massas para um “total” controle do próprio estado. Em terceiro por este filme proporcionar contemporaneamentefalando um dialogo com esses dias, dias de manifestações no Brasil, Síria, Egito e em outros cantos do planeta terra, estado\espionagem\tecnologia, internet, primaveras árabes, paulistana, a não violência a serviço do estado e a propaganda pela ação como sugerem alguns grupos e teóricos anarquistas.
Talvez eu não tenha nada a esclarecer, mas trago mais questionamentos e ofereço alguns olhares sobre esse panorama a priori. Meses atrás me deparei com um documentário sobre a criação de mitos para garantir a coesão social. Esse doc fasia uma analise entre o pensamento de Leo straus e o de Ktub (http://www.youtube.com/watch?v=M7yoMuccBu8) um outro que já vira no passado e que também remetia em uma de suas partes a essa criação de pânico em nome do estado é o Zeitgeist (http://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4). Com esses doc’s  eu tivera uma suspeita do poder do medo para amedrontar uma sociedade como a americana, uma das poucas que tem em si o uso de armas que poderia ser utilizadas interessantemente numa revolta do povo contra o estado. Interpretei também como essa propaganda do terror fora utilizada a benefício da reeleição de um presidente etc.
Outra coisa interessante que lera esses dias fora um texto do dia um desse mês corrente no site do PSTU –Uma polemica com os Black Blocs (http://www.pstu.org.br/node/19855). Em contraponto a essa matéria eu surgirei; “Anarquista defendem Black Blocs e afirma que a “resistência real” é necessária(http://noticias.r7.com/internacional/anarquista-defende-black-blocs-e-afirma-que-a-resistencia-real-e-necessaria-14082013)). Alem desse dialogo proponho a leitura dos livros: “Como a não violência protege o estado – Peter Gelderloos”, “A ajuda mutua - Kropotkin”. Pra encerrar faço minhas as palavras do Raulzito na canção “Os números”, “Eu falei de “tantas coisas”, talvez esqueci algum(A), mas as coisas que eu disse, não são lá muito comuns, quem souber que conte outra ou que fique sem nenhum(A)”.
“Ainda em algumas partes há povos e rebanhos; mas entre nós, irmãos, entre nós há Estados. Estados? Que é isso? Vamos! Abri os ouvidos, porque vos vou falar da morte dos povos. Estado chama-se o mais frio dos monstros. Mente também friamente, e eis que mentira rasteira sai da sua boca: “Eu, o Estado, sou o Povo”. É uma mentira! Os que criaram os povos e suspenderam sobre eles uma fé e um amor, esses eram criadores: serviam a vida. Os que armam laços ao maior número e chamam a isso um Estado são destruidores; suspendem sobre si uma espada e mil apetites. Onde há ainda povo não se compreende o Estado que é detestado como uma transgressão aos costumes e às leis. Eu vos dou este sinal: cada povo fala uma língua do bem e do mal, que o vizinho não compreende. Inventou a sua língua para os seus costumes e as suas leis. Mas o Estado mente em todas as línguas do bem e do mal, e em tudo quanto diz mente, tudo quanto tem roubou-o. Tudo nele é falso; morde com dentes roubados. Até as suas entranhas são falsas. Uma confusão das línguas do bem e do mal: é este o sinal do Estado. Na Verdade, o que este sinal indica é a vontade da morte; está chamando os pregadores da morte. Vêm ao mundo homens demais, para os supérfluos inventou-se o Estado! Vede como ele atrai os supérfluos! Como os engole, como os mastiga e remastiga!“Na terra nada há maior do que eu; eu sou o dedo ordenador de Deus” — assim grita o monstro. E não são só os que têm orelhas compridas e vista curta que caem de joelhos! Ai! também em vossas almas grandes murmuram as suas sombrias mentiras! Aí eles advinham os corações ricos que gostam de se prodigalizar! Sim; adivinha-vos a vós também, vencedores do antigo Deus. Saístes rendido do combate, e agora a vossa fadiga ainda serve ao novo ídolo! Ele queria rodear-se de heróis e homens respeitáveis. A este frio monstro agrada-lhe acalentar-se ao sol da pura consciência. A vós outros quer ele dar tudo, se adorardes. Assim compra o brilho da vossa virtude e o altivo olhar dos vossos olhos. Convosco quer atrair os supérfluos! Sim; inventou com isso uma artimanha infernal, um corcel de morte, ajaezado com adorno brilhante das honras divinas. Inventou para o grande número uma morte que se preza de ser vida, uma servidão à medida do desejo de todos os pregadores da morte. O Estado é onde todos bebem veneno, os bons e os maus; onde todos se perdem a si mesmos, os bons e os maus; onde o lento suicídio de todos se chama “a vida”. Vede, pois, esses supérfluos! Roubam as obras dos inventores e os tesouros dos sábios; chamam a civilização ao seu latrocínio, e tudo para eles são doenças e contratempo. Vede, pois, esses supérfluos. Estão sempre doentes; expelem a bílis, e a isso chamam periódicos. Devoram-se e nem sequer se podem dirigir. Vede, pois, esses adquirem riquezas, e fazem-se mais pobres. Querem o poder, esses ineptos, e primeiro de tudo o palanquem do poder: muito dinheiro! Vede trepar esses ágeis macacos! Trepam uns sobre os outros e arrastam-se para o lodo e para o abismo. Todos querem abeirar-se do trono; é a sua loucura — como se a felicidade estivesse no trono! — Frequentemente também o trono está no lodo. Para mim todos eles são doidos e macacos trepadores e buliçosos. O seu ídolo, esse frio monstro, cheira mal; todos eles, esses idólatras, cheiram mal. Meus irmãos, quereis por agora afogar-vos na exalação de suas bocas e de seus apetites? Antes disso, arrancai as janelas e saltai para o ar livre! Evitai o mau cheiro! Afastai-vos da idolatria dos supérfluos. Evitai o mau cheiro! Afastai-vos do fumo desses sacrifícios humanos! Ainda agora o mundo é livre para as almas grandes. Para os que vivem solitários ou aos pares ainda há muitos sítios vagos onde se aspira a fragrância dos mares silenciosos. Ainda têm franca uma vida livre as almas grandes. Na verdade, quem pouco possui tanto menos é possuído. Bendita seja a nobreza! Além onde acaba o Estado começa o homem que não é supérfluo; começa o canto dos que são necessários, a melodia única e insubstituível. Além, onde acaba o Estado… olhai, meus irmãos! Não vedes o arco-íris e a ponte do Além-Homem?”(Assim falava Zaratustra, Friedrich Nietzsche).
OBS: Célio limA. (ATIVISTA CULTURAL) É filosofo por natureza; anarquista por tesão  e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos:                          A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nos Blogs: http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/http://poetasdemarte.blogspot.com/ http://tribunaescrita.blogspot.com/


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