Viajantes Interplanetários

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domingo, 18 de maio de 2014

Silêncio

O silêncio dá medo
Porque tudo, nele, se manifesta
Todas as coisas comunicam
O ruído da humanidade inteira
Sentindo-se pelos ouvidos sucateados
E o sono da madrugada se esvai
Tão atento ao que está ao redor
Ao gemido do apartamento à frente
Ao choro infantil do quarto ao lado
À lembrança do filme de horror
Ao automóvel que escapa um roncar
Que não é de sono
Que não é do meu sono
Nem do outro
E o silêncio incomoda
Como zumbido do mosquito junto à orelha
E o silêncio incomoda
Porque as palavras precisam ser ditas
E não o são
O calar que consente o indesejado
O calar-anuência daquilo que é recôndito
No espaço não se propaga o som
E isso oprime o astronauta
Na rua se propagam todos os decibéis ruídos
E incomoda o transeunte, o morador
Que apenas deseja o silêncio do lar
(E não o terá, visto que não é espaço)
Ou irá temê-lo pela indiferença que o silêncio conota
Receios de conversas vazias
Horrores de incomunicabilidade
O nada que é silêncio
Que comunica tudo
Todas as coisas



E que dá medo.

4 comentários:

  1. O ruído do silêncio

    O silêncio não é apenas platitude
    Das pessoas que dizer nada tem
    O mais da vezes silêncio nos ilude
    Como não interessasse a ninguém.

    Já, palavras cheias de significado
    Em geral não dizem quase nada
    Soam grandiosas para todo lado
    Porém pelo silêncio são apagadas.

    Dizem, a noite é mau conselheira
    Pois sempre apaga o perverso dia
    Entretanto se praticamos besteira

    Apagar nossos erros tão bom seria.
    Assim será quando a gente queira
    E que nosso sonho seja de alegria.

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    1. Concordo plenamente
      Com o que diz o poeta Jair
      Neste poema eloquente.

      Obrigado, Jair!

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  2. Bom, meu caro amigo Wesley. Que legal que postou aqui! Você é promissor com as letras!

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    1. Obrigado, Cristiano, por sempre prestigiar meus escritos. Um grande abraço!

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