Viajantes Interplanetários

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Maria e Eu - Filipe Melo

MARIA E EU

Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Soneto da Separação – Vinícius de Moraes


Entre Maria e Eu tudo corria bem.

Nos amávamos,

Beijávamos,

Namorávamos eternamente.

Não em berço esplêndido,

Em uma simples casa,

Que possuía apenas uma cama.

E tudo era bom.


Na verdade, nem tudo.

Faltava algo.

Que nem Maria, nem Eu sabíamos o que era afinal.

O fato é que partimos em busca disso que faltava.

Navegamos mares, atravessamos desertos sem fim.

Passamos fome, sede e carência.

Ficamos completamente vulneráveis às intempéries da vida.

Este foi nosso mal.


Saímos em busca daquilo que não sabíamos o que realmente era.

Pusemo-nos a pensar o que nos faltava,

Sem dar-nos conta o que já possuíamos

E era nosso de direito.

Mas que tolice!


Enquanto Maria e Eu partimos para a nossa jornada

Não demos por conta que rumávamos para o fim.

Insistimos na partida e esquecemos aquilo que sempre esteve ao nosso lado:

O AMOR.

Algo que não apenas sentíamos,

Mas vivenciávamos.

E agora, Maria e Eu somos meros bandeirantes,

Desbravadores do que nos faltava,

E que hoje já não preenche.

Pois ao partir perdemos aquilo que nos dava sentido,

Que iluminava nossa existência,

Nosso farol de direção.


Fomos embora e esquecemos em casa o AMOR.

Que hoje mora só, sentindo saudades de Maria.

4 comentários:

  1. Agora eu não posso falar mais nada, nem tão pouco meu amigo Edu poderá soltar a sua voz pelo corredor, cantarolando uma canção que era somente dela: A MARIA! Um canção de amor.

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  2. Daniel, só tenho uma coisa a dizer-lhe: Os poetas se entendem e, talvez, se complementem. Adorei o comentário.

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  3. E por tantas vezes sentimos falta de algo e não percebemos que já o encontramos...

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  4. Não gostaria nunca de sentir a falta de algo que não se sabe. A falta do amor nos cega, e não o amor!

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