Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A cor da liberdade

   
A LIBERDADE É ROXA

— Oi...
— (Silêncio)
— Ooooiii
— Hã... Oi.
— E aí?
— Hã... Estou com pressa.
— Mas não estou tomando seu tempo.
— Mas...... Hã...... O que quer? Dinheiro? Não tenho, eu não ando com...
— Não quero dinheiro. Eu não preciso. Eu estava afim da sua alma.
— O que (Risos)??? Vai dizer que é o diabo?
— Claro que não. O diabo não existe. É que coleciono almas, e a sua me pareceu um tanto pitoresca.
— Pitoresca (Risos). Ora. Uma maluca. Era só o que faltava.
— É sério. Olha. Já tenho duzentas e noventa e nove almas na minha coleção.
— Deus! O que é isso???? Uma bolsa cheia de almas... Deus!!! Eu posso senti-las.
— E o que elas sentem? Você também pode sentir?
— Sim... Elas sentem... Eu percebo... Liberdade............
— Sim, liberdade. Eu as liberto do mundo racional e caótico que é esta realidade cotidiana. Em troca você vira mais uma peça na minha coleção. Olha que ela já esta sendo procurada pela televisão. Querem fazer uma reportagem, você sabe...
— Eu quero, eu preciso disso. Te imploro. Quero me livrar de tudo, dessa rotina, dessa vida, dessa gravata. Por favor!
— Calma! Larga meu vestido.
— Te imploro.
— Olha levanta.. Mais calmo?
— Sim, sim...
— Então espera...
— Porque você esta tirando a calcinha?
— Me ajuda, levanta meu vestido.
— Tem gente passando
— E daí?... Pronto. Agora ajoelha e chupa minha boceta.
— Aqui, na frente de todo mundo?
— E quem liga pro mundo? Chupa logo, que eu tô pegando fogo.
— (Slurp, slurp)
— Hmmmm.....
— (Slurp, slurp)
— Ah! Oh, yes! Suck-me. Oh! Ah! Ah! Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!
— (Snif, snif). E agora? Cadê a liberdade? Ela irá sair pela sua fenda e me envolver?
— Viaja não, gato. Ai! Você sabe chupar, hein!!
— Você me enganou! Mas.... e.... e..... A bolsa de almas???
— Isso é gelo seco; mamão.
— Mas e a sensação? Eu sei o que senti...
— Sabe nada. É auto sugestão induzida. Freud explica.
— Sua puta!!! Vou te matar, sua cachorra.
— Se tocar em mim eu chamo os hômi.
— Piranha!!!
— Íííí.... Relaxa menino. Que crime há em querer uma chupadinha dum gatinho feito tu? Gostou do meu papo de almas? Viagem, não?
— Você é louca.
— Talvez. Mas também sou livre. Dou e daí? Vai dizer que foi ruim o cheirinho do meu xibíl?
— ..... Até que foi legal.....
— E aí Vamos exercitar mais um pouco da nossa liberdade recém conquistada; aqui na frente de todo mundo?
— Adoraria..........
— (Slurp, slurp)
— Ah! Ah! Chupe, chupe, chupe, engula tudo..........


Alberto Ferrera e as suas Loucuras Incontáveis como O Pussylânime.

2 comentários:

  1. Vou ter que assinar embaixo o comentário da Maria Clara: rsrsrsrsrsrsrs!

    Liberdade, Liberdade, abre a...

    Abração.

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