Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 14 de março de 2011

FILOSOFANDO À TOA

Por: Célio limA.

“Muitas vezes o que temos mais idade nos surpreendemos com a dificuldade que a maioria dos jovens no nosso meio tem para compreender como história viva aquilo que pra grande parte de nós é ainda memória. Ditadura, censura, sufoco politico? Coisa antiga, podem pensar alguns. Solidariedade, confiança, utopias coletivas? Passado longínquo, afirmam outros. Paz e amor? Delírios de velhos, brincam vários. Ora, por que não? Por que não paz e amor? Por que não utopias coletivas? Por que não projetos políticos? É preciso, em um diálogo marcado pela historicidade, aproximar esses dois modos de viver o presente. Sem preconceito que enclausure no pretérito e sem arrogância que desqualifique o já vivido. Coisas de antigamente? Jamais! Coisas do futuramente...”(Mario Sergio Cortella)

Uma coisa é uma coisa outra cousa é outra cousa... Diferente do que se possam afirmar por ideias de nacionalidade ou de muitos filósofos e teóricos nacionalistas e evolucionistas possam não ver com bons olhos. Eu sou a favor da mistura das raças, esse negocio de sangue puro, raça superior eu deixo para os heidguerianos ou para os milicos da ditadura brasileira que comparavam o ser humano a cavalos de corrida. E achavam inapropriado o cruzamento de um sangue puro com algum pangaré. Para tais senhores o resultado final seria insatisfatório. Um tipo fraco e débil de cavalo. Eu sempre do outro lado. Analiso com outro ponto de vista as coisas e deixo para cousas uma outra conclusão. Fico maravidozo, por exemplo, com o sorriso belo, sacana, malicioso, sensual, provocador que a negra tem. O sorriso espalhafatoso e cheio de cores como são a própria raça negra. O olhar cansado, mas esperançoso que o sertanejo, o homem do campo tem. Esse olhar triste de sua vida amargurada. Mas esperançoso por ter suas crendices e a sua fé sertaneja para lhe confortar. É esse olhar que espera esperançoso por uma safra melhor, pela chuva pra sua terrinha, por um deus que nunca vem. Que nem precisa existir mais que funciona como fortaleza protetora para com as preces dos lamentos sertanejos. Poderemos citar ainda. A beleza da cultura gaúcha, a sagacidade e o bucolismo mineiro, a nudez indígena e sua sexualidade sem indecência. O não precisar se despir para transar. Transar por vontade natural própria. E não transar por transar como na maioria dos casais “pus-modernos”. Outra coisa sobre sexualidade que eu vejo é que só existe o macho e a fêmea. Digo isso em qualquer espécie. Quanto aos trans... aos emos... aos hermafroditas, são casos singulares e a parte. Pois no ato sexual o que predomina é o ativo no passivo. E em qualquer caso um vai si ser-submissiar. Sou a favor da liberdade sexual sim. Que com a graças da mãe ciência e seus auxílios, homens que se tornam mulheres, mulheres que se tornam homens. O que vale é cada um seguir a sua vontade. Desde que ela seja sincera. Outra coisa que eu sou contra é essa picaretagem de orgulho gay, orgulho negro, raça superior, raça pura, raça inferior. Em um mundo decadente e globarbarizado isso é uma sacanagem maior. Pois se é pra qualificar “raças”. Qualifico sim as que têm e a dos que não têm. De um lado os ricos do outro os pobres. O resto é balelas, contos do vigário ou conversa pra boi dormir. Sou a favor da mistura das raças, do conhecimento de novas ou de velhas culturas e credos. Pois o que é o novo se não a reinvenção do velho. Sou contra as castas, as cotas e as minorias. Pois me responda prezado leitor: o que é afinal “minorias” nesse mundo de Deus meu. São os ricos ou são os proles? Por falar em mistura me lembro que passou o carnaval. Essa grande democratização de todas as misturas e engrenagens possíveis. Aonde o povo vai a rua, se veste de reis, de faraós, de palhaços, de políticos. Desintoxicam-se do stress diário, da dura luta árdua pelo pão nosso de cada dia e caem na folia. Porem vejo alguns preconceitos burros por parte de alguns políticos e seus secretariados. Dizem eles: “Não vamos tocar música de determinado estado. Vamos valorizar o que é nosso. Nossas raízes”. –Porra... Fala sério, hoje em dia muito mal somos pedrestes! Locomovemos mais a etanol, diesel ou a gasolina. Valorizo a cultura nordestina. Por serem nela encontrada vários tipos de manifestações. A cada 1000 km você encontrará algo diferente. Um caboclinho, um maracatu, um coco de roda, um martelo agalopado etc. mais não me façam ter que escutar a tal da cantoria nordestina ou o tal do Chico Buarque de Holanda por todo o dia. Pra ter que valorizar minha cultura ou parecer ser intelectual. Assim oh! Madre superiora, já é demais. Preciso de uma embolada tanto quanto de uma musica clássica, preciso de um rock and roll, preciso de uma valsa, de um tango ou de um xote. Preciso de tudo isso e de algo mais também pra me sentir um cidadão no mundo e um ser contemplando o universo. Por outro lado eu mim sinto feliz por em minhas veias correrem o sangue de uma cultura europeia de velho primeiro mundo. Mas que com a graças da mistura brasileira. Correr também por elas o sangue de meus ancestrais indígenas. O sangue não civilizado. O sangue de uma cultura ainda mitológica e da puricissima ciência da natureza. E mais uma vez encontro eu com os meus botões: filosofando à toa. (Célio lima)

“Com o ensino cada vez pior e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação-, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo. Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shopping, países inteiros saindo da obscuridade não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.” (Luft Lya)

DICAS DE LIVROS:

-“NÃO NASCEMOS PRONTOS! Provocações Filosóficas”. Mario Sergio Cortella. Vozes, 2009.

-“NÃO SOMOS RACISTAS: Uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor”. Ali Kamel. Nova fronteira, 2006.

-“O POVO BRASILEIRO: A formação e o sentido do Brasil”. Darcy Ribeiro. Companhia das letras, 1995.

-Célio limA FILOSOFANDO À TOA. OBS: Célio limA. É filosofo por natureza; anarquista por tesão e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: a Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nos Blogs:http://salveopoetasalve.blogspot.com ; http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/ ; http://poetasdemarte.blogspot.com/ . Atualmente cursa: FILOSOFIA-UFPE.

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