Viajantes Interplanetários

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

dos POEMAS SUJOS de Ferreira Gullar

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu

2 comentários:

  1. ahuauhauha

    Isso sim é o que eu chamo de final inesperado! :D

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  2. Quem inicia a leitura e espera um final cheio de requinte se dá muito mal e tem de se render ao riso.

    Não conhecia!

    Muito bom, Lucas! Muito bom!

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