Viajantes Interplanetários

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domingo, 4 de março de 2012

Poema de Fernando Pessoa

    Companheiros marcianos,
     deixo aqui expresso e evidente o meu grande prazer em fazer parte desta equipe. Parabenizo novos e antigos integrantes pela boa carga que estão colocando no blog. Agradeço também pela sempre presente participação do internauta, para quem de fato fazemos tudo isto (além de nós mesmos, claro!). Deixo vcs hj com o mestre em Pessoa. 
    Grande abraço.
     
    Ah quanta melancolia! 
    Quanta, quanta solidão! 
    Aquela alma, que vazia, 
    Que sinto inútil e fria 
    Dentro do meu coração! 
     
    Que angústia desesperada!
    Que mágoa que sabe a fim! 
    Se a nau foi abandonada, 
    E o cego caiu na estrada 
    - Deixai-os, que é tudo assim. 
     
    Sem sossego, sem sossego, 
    Nenhum momento de meu 
    Onde for que a alma emprego 
    - Na estrada morreu o cego 
    A nau desapareceu.
    Fernando Pessoa, 3-9-1924.

4 comentários:

  1. Ironizando nossos irmãos lusos, eu costumava brincar que quando distribuíram talento e inteligência em Portugal, só dois entraram na fila: Fernando Pessoa e Antonio Saramago. O resto preferiu ficar comendo tremoços e bebendo vinho verde. Claro que é pura brincadeira maldosa, nada tenho contra os portugueses. Parabéns pela postagem, JAIR.

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