Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

ENQUANTO AS LUZES SE APAGAM...



Enquanto a cidade dorme
Escrevo um verso
Ao inverso de tudo que eu sei:
Um uni-verso.
Místico poema estrelado
No escuro iluminado da cidade.
Um mantra absurdo
Que me condena a ver o mundo
Com olhos de quem não vê.
Sou um cigano-poeta-mediúnico
Psicografo meus versos na carne fria
Da carnívora city: Recife, de dedo em riste
Apontando a luz do meu quarto ao meio dia:
- Não desperdice energia menino!!!!
A poesia marginal não está à margem:
Nós somos a várzea, nós somos um rio,
Guenta aí que lá vem minha vida
Correndo pelos trilhos.

D.Everson

5 comentários:

  1. ... zumbi-viajando,
    vais vigiando á noite?
    És um eterno andarilho (assim como eu)
    que anda entre a escuridão e o brilho?

    (luz apagada)

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    Respostas
    1. Essa história toda de andar me lembrou do poema do mestre Augusto: Uma noite no Cairo.

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  2. Apague a luz
    A trilha iluminada
    Não me seduz.

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  3. Não desperdice energia, menino!
    Mas só apague a luz se for mau poeta!

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