Viajantes Interplanetários

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Tormenta no Planeta Vermelho

                                             a D. Everson e os demais marcianos por demais


A chuva ácida de Marte
corrói os meus pensamentos,
destrói concretos-momentos
e espalha ao léu suas migalhas

com o passar de seu tempo
é a tempestade que entalha
desertos, moinhos de vento
e carrancas pelas muralhas

Então, mostro a carne nua
espero que me moa o osso,
exiba o cérebro exposto
e eu peça: “Vem! Me destrua!”

Mas se tu não estás disposto
a dissolver-te em tua arte,
não provas seu amargo gosto,
por nojo, nem tiras a luva,
é melhor não vir a Marte
sem a tua capa-de-chuva.




diretamente da periferiadomundo

7 comentários:

  1. O “Poetas Marte” é, de longe, o mais criativo e habitado por seres mais interessantes de nosso sistema internético. Talvez isso se deva ao fato de que ele é um dos mais descontraídos da bloguesfera e que pode ser visitado com baixa expectativa sem medo de decepção. Por outro lado, sua popularidade também pode ser atribuída ao fato que resultou na crença infundada que na sua superfície existam habitantes geniais, o que não é verdade, todos aqui são normais, embora “normalidade” seja apenas um estado de espírito. Essa suposição ameaça o verdadeiro marciano, ele não quer ser olhado como uma coisa, um ser com super poderes, uma espécie de Fred Caju bombado com esteróides. Ao telescópio, o Poetas vermelho da poesia apresenta uma série de produções que nada têm a ver com Calíope, alguns marcianos são excrescências literárias (um tal de Jair, por exemplo) que se imiscuíram na plêiade de estrelas e produzem “Metamorfoses” que mais se parecem com aliterações aberrantes. Benza deus! Na verdade o Poetas está mais para um balaio de gatos almiscarados do que um rio sonoro e límpido que traz mensagens líricas de seus confrades.
    Incorporada ao imaginário ocidental essa interpretação errônea, criou-se a ilusão que em Poetas de Marte poderia haver vida inteligente com todas as possíveis consequências que tal fato acarretaria, nada mais falso. O Poetas transformou-se na cloaca por excelência para abrigar seres verdes alienados providos de antenas, dispostos a pousar na internet com suas produções estranhas e transformar os leitores em cúmplices ou eliminá-los. Embalados pela aceitação quase passiva de existência desses “homenzinhos de mentes doentias”, vários leitores imaginativos criaram a ficção que neste blogue podem encontrar só marcianos verdadeiros (como o Cristiano Marcell, por exemplo).
    Lucas de Holanda é uma honrosa exceção no que diz respeito à autenticidade de sua cidadania, é um marciano nato. Abraços, JAIR.

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    1. Jair,
      Tenho que discordar de sua classificação sobre um certo autor como "excrescência literária". Sei, porém, que isso é uma questão de paladar e eu, tal qual Gregor Samsa, tenho uma enorme atração pela comida em estado de putrefação, por isso também não sou parâmetro.
      Grande e lisonjeado abraço!

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    2. Lucas, sobre o "Poetas" não tenho e nem posso acrescentar mais nada. O Jair tem o dom de se expressar em plenitude e não deixar buracos a serem tapados.
      O poema é demais. Não costumo comentar dessa forma contudo não consigo deixar de relatar que é o mais bem feito por ti, desde quando acompanho seus escritos.

      Citar o Gregor de Kafka é sempre de bom alvitre!

      Muita paz!

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    3. Boa noite meus caros, esse blog é mesmo fantástico, adoro os jovens escritores daqui.

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  2. Massa o poema e o comentário do nosso Mestre Yoda.

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    1. Mestre Yoda foi ótimo, Fred-wan-qnobi!

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    2. como diria os jovens facebookianos: curti essa tb jovem Caju. Admais preciso falar com você a respeito do seu projeto Castanha, tenho uns escritos para publicar e gostária de disponibilizar para todos de graça. Namastê!

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