Viajantes Interplanetários

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terça-feira, 22 de maio de 2012

H.G.WELLS

Primeira impressão

Eu vim de Marte
vi desgraça por aqui
em toda parte

Terráqueos

Matança, guerra
Esses homens são vírus
aqui da Terra

Constatação

Triste descubro
Que o planeta com sangue
também é rubro

Cor da pele

beira do abismo
o verde ou o negro
sofrem racismo


Eu não sou daqui

Mundo maldito
quero voltar pra casa
e tenho dito

H.G.Wells

4 comentários:

  1. O genial escritor inglês H. G. Wells (1866-1906), autor de “Guerra dos Mundos”, livro de ficção científica que relata com crudelíssima realidade uma invasão da Terra por marcianos mal intencionados, estória transformada em programa radiofônico por Orson Welles em 1936, e que chegou a causar pânico a cidadãos americanos que acreditaram que os EUA estavam sendo invadidos; livro que também deu azo ao nascimento de filmes em várias épocas, a última refilmagem tendo Tom Cruise como astro principal, é autor de outro livro, senão mais lido e comentado, pelo menos mais importante no sentido de ter instigado muita literatura posterior baseada na ideia de viajar no tempo. O livro “A Máquina do Tempo” (1895), um clássico que pode ser considerado o primeiro a abordar o assunto, foi lido por toda uma geração de escritores e cientistas como Carl Sagan e Isaac Azimov que, estimulados pela nova fronteira literária científica que se apresentava, exploraram com criatividade e competência a possibilidade de deslocamentos no tempo. Vários outros autores, cineastas e estudiosos também se fizeram ao mar da imaginação e produziram obras boas e más que enriqueceram o imaginário dos leitores, cinéfilos, curiosos e até dos adoradores de OVNIs. Talvez a produção cinematográfica mais conhecida seja a trilogia de Spielberg “De volta para o futuro”, na qual se chama a atenção para a existência de um “Paradoxo do tempo”, segundo o qual, a interferência no passado pode comprometer o status do presente, por exemplo, um homem que vá para o passado e mate seu próprio avô não teria como nascer, não nascendo não poderia ir para o passado matar o próprio avô. Pois é, esse paradoxo é apenas um dos óbices que aparecem com freqüência quando se aborda viagens temporais, existem muitos outros que animam debates e polêmicas e não desatam o nó górdio da possibilidade ou não de se poder navegar no tempo.

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  2. Continuando...
    Vejamos, portanto: se existe possibilidade dessa viagem, é razoável supor que num futuro distante, digamos daqui a mil anos, o homem já tenha alcançado um grau tecnológico tal que viagens temporais sejam rotineiras, não é mesmo? Se assim é, por que não temos recebido visitas regulares deles no presente? Será que ao homem do futuro não interessa conhecer o próprio passado? Parece que só os nefelibatas adoradores de OVNIs enxergam esses viajantes todos os dias por aí, não existe prova real alguma que sejamos visitados por eles. O que se depreende da discussão entre os convictos X céticos quanto à realidade das viagens é que o deslocamento temporal é possibilidade em aberto, não há consenso e, portanto, ninguém ganhou o jogo ainda. Mas, para consolo dos que querem acreditar que há alguma coisa a mais entre o presente, o passado e o futuro, podemos afirmar: As Máquinas do Tempo existem! Não essas inverossímeis traquitanas wellsianas na qual o sujeito embarca, aperta um botão, e se transporta para um tempo pretérito ou porvir, fictício e aventuresco. Mas, sim, máquinas reais, confeccionadas com tecnologias disponíveis e acessíveis aos técnicos e cientistas atuais. Vamos fazer um pequeno intróito: Nós podemos observar o passado! Aliás, nós o observamos todos os dias, a todo momento! A imagem é transmitida pela luz, que se desloca a trezentos mil quilômetros por segundo, isso faz com que observemos objetos distantes com certo atraso. Atraso correspondente ao tempo que a luz leva para ir do objeto observado até nossos olhos. Por exemplo, o sol encontra-se a, mais ou menos, trezentos e cinqüenta milhões de quilômetros, e a luz leva perto de oito minutos para percorrer essa distância, isso equivale a dizer que o que vemos REALMENTE é o passado do sol, vemos o sol de oito minutos atrás. Se o sol se apagar agora, neste momento, só vamos ficar sabendo daqui a oito minutos! Assim, o dia-a-dia, o presente, a atualidade do homem e de todas as coisas está impregnada de passado, de fatos já acontecidos que estão influenciando o nosso presente, ou seja, o passado não só deixa uma história que influi no presente, como ATUA diretamente no presente! Se você, deitado na praia disser: “estou aqui me bronzeando com o sol do passado”, não está dizendo nenhuma impropriedade, nenhuma estultice, é a pura verdade. Com a construção das Máquinas do Tempo chamadas telescópios, as quais permitem observação de astros muito distantes, a milhares ou milhões de anos-luz, um passado mais longínquo ainda está à disposição dos astrônomos. O telescópio Hubble ampliou de modo considerável esse horizonte, de tal forma que hoje se pode ver uma galáxia ou um conglomerado de galáxias a bilhões de anos-luz. Isso quer dizer que esses objetos observados podem ter desaparecido a milhões de anos e ainda estão ali, a disposição para serem estudados. As Máquinas Telescópicas do Tempo não são comparáveis com as ficcionais por dois motivos: 1 – Não transportam pessoas ou objetos para qualquer lugar no tempo, apenas permitem observar os acontecimentos; 2 – Não são reversíveis, isto é, não permitem observar nos dois sentidos, só olham para o passado, talvez porque, o futuro não existe, o futuro é feito de presente que ainda está acontecendo. Isso as define como máquinas observadoras do passado, mas, teoricamente, abrem uma possibilidade real de olharmos o passado de nossa civilização, e até de nosso planeta nos primórdios. Se nos colocarmos, por exemplo, a mais ou menos quinhentos anos-luz da terra e assestarmos um potente telescópio em direção à América poderemos ver Cristóvão Colombo descobrindo o Novo Mundo. Assim, dependendo da distância, maior ou menor, veremos a Guerra de Tróia, o nascimento de Jesus, nossa própria vinda ao mundo etc. Não é nenhuma quimera, é até confortável, imaginar que os homens do futuro, digamos daqui a mil anos, estejam observando o planeta de um ponto distante e vendo os acontecimentos do passado que levaram ao presente lá deles. Assim, estarão assistindo um passado deles que pode ser o nosso futuro, nada mais normal.

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    1. Preclaro Jair, meu enciclopédico amigo,

      O seu texto é estoteante e deixou pálida, a minha singela postagem.

      Somente para colobaorar com suas informações, pensemos juntos: a velocidade da luz é de 300.000 Km/s, ou seja, a cada 1 segundo ela percorre 300.000Km

      Portanto em um minuto, quer dizer 60 segundos, teremos 300.000 x 60 = 18.000.000 Km.

      A distância da Terra ao sol(isso varia a cada ano, para mais ou para menos) é de 150000000 km.Dividindo por 18000000 km, encontramos aproximadamente 8 minutos(mais precisamente 8,333...)

      Isso explica por que vemos um sol do passado como você citou anteriormente!

      Muita paz!

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  3. Cristiano
    Olha onde os teus haicais foram parar
    no OVNI de Jair Clopes e no rebate matemático
    do incrível professor.

    Interessante tudo aqui.
    Um abraço.

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