Viajantes Interplanetários

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domingo, 10 de junho de 2012

O Burro


Precisava muito de uma viagem interplanetária...
Saudades muitas das vermilhidões plácidas
dos áridos ventos, sensíveis tormentos
que nos versos, universais, marcianos, dispersos;
encontradiços, eu me encontrei, mesmo que em pensamento.
Para nada tenho tempo,
para o que importa sempre me é dado tempo, ainda bem.
Para a poesia nunca faltará tempo.


O Burro


Vai ele a trote, pelo chão da serra,
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.

Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.

Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,

É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.


Patativa do Assaré




Versos assim vão me colocando em contato com o que há de mais sensível, enquanto eu não posso, ainda, mostrar mais do que há na Prateleira da Piúla.

Aline. N. T. -- 17h24min

4 comentários:

  1. Empaca o burro
    Entrava, não quer andar
    Daí, só com murro.

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  2. e agora são duas Piúlas hehehehe
    bem vida!

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    Respostas
    1. Obrigada colega dos versos!!!
      Duas, realmente!! Me enchem de amor, loucura, inspiração e... roubam-me o tempo! rs
      Sempre que possível e a inspiração ordenar darei minha contribuição marciana.
      Mas, saiba, estou preparando outros formatos para futuras postagens.
      Por enquanto faço mistério... tudo vai depender dessa entrega chegar logo!!!

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