Viajantes Interplanetários

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tempo



Digamos que antes de tudo só existia o vácuo absoluto e o tempo, depois, por algum processo ainda desconhecido, surgiu um universo em expansão. Centenas de milhões de anos foram gastos no processo de produção dos elementos necessários para a confecção das estrelas; após a morte e a explosão de uma estrela, foi preciso mais tempo ainda para a incorporação desses elementos até formarem um planeta como a Terra, por exemplo. Só depois do Planeta formado, com as condições ideais, surgiu a vida de alguma forma ainda não conhecida. Portanto, devemos admitir que para que haja tempo para construção dos seres vivos, o universo terá que ter bilhões de anos, ou seja, terá que ter muito tempo.
Olhar para o firmamento e contemplar a abóbada com milhares de estrelas visíveis e milhões de outras imagináveis, deveria nos dar a dimensão exata de nossa pequenez; deveria nos fazer sentir o grão de poeira insignificante que somos; deveria lembrar que não somos os senhores ou controladores daquilo que vemos ou podemos imaginar; deveria nos ensinar que existe uma entidade, e somente uma, que define a existência ou não de tudo, o inescrutável tempo.
Tudo que vemos deveria inspirar não somente o exercício da humildade, mas nos obrigar a reverenciar a entidade dona absoluta do destino, o tempo. De fato, o tempo é a única entidade que permanecerá depois de nós, depois das coisas, depois do Universo, depois de tudo. Podemos deduzir que o tempo tudo construiu e a tudo suplantará, ele próprio é imune ao tempo.
A natureza é prova viva de quanto o tempo pode criar, de que ele tem um objetivo, no qual nos incluímos, somos uma criatura do tempo. Criador fecundo, o tempo assegura a existência de tudo até quando não houver mais tempo na existência dos seres e das coisas quando, então, a vida, as coisas e próprio Universo deixarão de existir, então restará apenas o vácuo absoluto e o tempo, depois, por algum processo ainda desconhecido... JAIR, Floripa, 23/06/10.

2 comentários:

  1. muito bom! bom demais, o tempo é das coisas mais lindas - uma oração (tal como a música)

    um beijo

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  2. Enciclopédico amigo,

    sua admiração pelo Tempo é sempre fecunda. Não me lembro se num de meus comentários de alguns de seus texto de mesmo tema, falei sobre minha visão sobre seu ídolo:todas as civilizações o reverenciavam em demasia. Os gregos afirmavam que ele era um titão, chronos, pai de Zeus, Poseidon, Hades, etc.Na cultura afro-brasileira sincretizada o orixá Tempo é crucial, pois é veículos para a efetivação dos milagres. A canção Tempo, de Caetano, é para ele.Sem falar nas três irmãs, senhoras do tempo, na mitologia nórdica...

    Gostei muito de seu texto.

    um forte abraço!

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