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domingo, 16 de dezembro de 2012

FILOSOFANDO À TOA-18


(Sobre o texto: “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”.)
Por: Célio limA.

“A filosofia é necessária ainda hoje como crítica do existente precisamente             porque persistem e se intensificam a dor, a necessidade, a angústia e a ameaça              do infortúnio, precisamente porque é sempre ainda preciso saber porque o              mundo pode se tornar amanhã um inferno ainda mais assustador do que o de hoje”. (OSWALDO GIACOIA JUNIOR)

O texto começa com um panorama sobre o ensino de filosofia no Brasil. Desde a sua implantação no século XVI, onde fora dogmaticamente ensinada.     Sua retirada no período ditatorial, e que ainda no século XX, ela ainda não tinha presença garantida no currículo e que quando ministrada era sem condições decentes por falta de tempo, de profissionais capacitados ou por outros motivos que fizeram passá-la pobremente. Vale ressaltar que no período de nossa ditadura militar ela fora brutalmente tirada do ensino e passada a ser vista equivocadamente como algo subversiva “marginalmente” ou redentora                 da democratização. Pobre filosofia, encontrada em situação de paradoxibilidade, contida por amantes, desejadas por estranhos utópicos, fechada por dentro              e requisitada de fora. Então a filosofia se é ensinada em nosso meio às vezes com um conteúdo meramente histórico: nessa vertente, significa ensinar o que seja         a historia da filosofia das suas origens ate a produção dos nossos dias. Seja baseada nos filósofos, em temas ou conteúdos filosóficos. Uma outra vertente é a de             se trabalhar o ensino filosófico em torno de problemas onde tal ensino tem um caráter monográfico em torno de questões filosóficas, temas como a relação    corpo - mente, a existência do divino, transcendência ou o próprio conhecimento como exemplo. Assim temos um ensino mais ativo do que o histórico enciclopédico, pois seu referencial passa a abraçar problemas, repensados, trabalhados em sala de aula e quando se passa a trabalhar com problemas sugeridos pelos próprios alunos aproximamos de uma vivencia cotidiana filosófica. Já na vertente que      atua com atitudes filosóficas e habilidades cognitivas tende a propiciar um conjunto de habilidades de pensamento filosófico para os alunos. Um problema que o texto aborda é a problemática envolvendo o filosofo e o professor de filosofia onde se há uma opinião (ou possível preconceito cultural aqui instalado) de que      o filosofo é aquele ser hábil envolvido no processo de pesquisa filosófica, enquanto que o professor seria aquele aluno sem aptidão para a excelência da tarefa e, portanto caberia a ele o repassar (lecionar) a filosofia. O que historicamente entra em contradição com os grandes pensadores que praticaram as duas tarefas.    Outro ponto interessante do texto é a diferença do que é o filosofar e a filosofia vista por Hegel e por Kant. Se a origem da filosofia veio do espanto dito               por Aristóteles ou da insatisfação de Tales, Sócrates entre outros não sei vos dizer. Sei apenas que hoje ela deve trabalhar com a desbanalização do banal em         nossa contemporânea sociedade. Para que serve a filosofia? Se para Aristóteles      a ciência primeira não serviria para nada por ser um ato reflexivo completo voltado para si. Hoje investiremos as nossas fichas filosóficas em dizer que              a filosofia deva ser algo que seja transformadora e que seu exercício deva ser         o de nos fazer pensar de forma diferente da que pensávamos. Seja                             a de perspectivarmos ou de nos trazer outras (“novas”) possibilidades do pensar        e do que é o compreender. Kohan e Gallo trata do problema da filosofia           sendo imposta no vestibular ou em cursos de forma municipalizada ou estadualizada como ocorrera em Uberlândia como um fato que merece ser         mais bem examinado. Pois para eles não basta impor a filosofia como uma matéria nas mãos de profissionais do ensino desqualificados ou de outras áreas                   do conhecimento, mas sem manejo para com a filosofia especialmente por dizer.     O que eles visam é um ensino que garanta a efetividade do caráter filosófico            e não colocar a filosofia como mais uma mercadoria na prateleira. E mais         vagas para os possíveis técnicos de tal cadeira. Eles defendem que a filosofia      deva conquistar o espaço virgem e não um espaço de uma experiência de risco desastroso. O que eu defendo é  que ela deva sim ser posta desde a infância           em nosso meio escolar, pois creio que seja menos danoso a intelectualidade            de nossas gerações correrem o risco de socorrer algumas vitimas de um         possível desastre educacional  do que condenarmos/paralisamos o acesso                ao conhecimento para com as possíveis almas dos milhões de cérebros que     possam um dia usufruir e compartilhar a degustação de tal amor pela sabedoria. 
“O momento é importante no Brasil. Todos o são. A filosofia tem                         uma oportunidade de atualizar suas possibilidades educacionais. Para tal      precisa transformar seu presente” (SÍLVIO GALLO, WALTER KOHAN)

OBS: Célio limA. (ATIVISTA CULTURAL) É filosofo por natureza; anarquista por tesão  e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos:                          A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nos Blogs: http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/ http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/ http://poetasdemarte.blogspot.com/ http://tribunaescrita.blogspot.com/

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