Viajantes Interplanetários

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sábado, 26 de julho de 2014

Cinemarte


Rever filmes é como reencontrar velhos amigos. Alguns fazem com que você reforce a amizade e descubra que o tempo não o mudou em nada. Continuarão a se ver esporadicamente e você falará sobre ele em todas as rodas de conversa. Outros filmes que você gostava antes tornaram-se tão chatos que você se questiona porque demorou tanto para perceber esta faceta. E tem aqueles que você não suportava, “o santo não batia”, não ia com a cara do diretor ou do ator-protagonista e depois de um segunda chance, viu-se diante de um novo possível amigo. Tudo não passava de um preconceito bobo ou equivocada impressão.
Um dos filmes que marcaram a minha infância foi o segundo Exterminador do Futuro. Tinha visto o sucesso de bilheteria semanas atrás após zapear a TV desesperadamente por algum programa que prestasse ou que não estivesse em sua metade. O bom foi perceber que o filme não envelheceu nem um pouco com o tempo. Tudo bem, talvez os efeitos especiais tenham ficado um pouco mais ultrapassados (porém não menos impactantes) em relação à tecnologia de hoje (que possibilita efeitos mais verossímeis). Mas o filme (assim como o primeiro “Exterminador” que catapultou a carreira de James Cameron e Arnold Schwarzenegger) se ampara em personagens carismáticas e situações que geram a identificação e a torcida do público e isto provavelmente determinou sua permanência no imaginário pop.
Ultimamente tenho revisto mais filmes, até mesmo para fazer as minhas postagens no Oscar – Filme a Filme, e este exercício faz com que enxerguemos nuances antes não notadas nessas obras: uma ironiazinha no diálogo aqui, um ângulo ou movimentação de câmera diferente ali, um aspecto dúbio do personagem, uma ação do roteiro que ganha nova significação, etc.
Assim como reler um bom livro é uma experiência de redescoberta, assistir novamente um filme tem o mesmo gosto. O filme se transforma e você percebe que acompanhou este amadurecimento. Assim como tem filmes que só o tempo ou a vivência faz você enxergá-lo de outra forma (como os filmes cabeça cujas ideias vão ter sentido apenas quando nosso repertório diversificar um pouco mais).
Rever filmes é um exercício para quem estuda ou faz cinema, uma prática deliciosa para quem simplesmente ama ver filmes, mas um ato necessário para quem ama a arte num geral cujas obras nunca merecem apenas aquela paixão à primeira vista, pois muitos sentimentos nublam a percepção. A segunda olhada ou a terceira assistida vão confirmar se o filme merece realmente um lugar ou não na sua memória afetiva e intelectual e permanecer imortal e intocado. Pelo menos até o próximo reencontro...

Um comentário:

  1. Interessante o post bateu com as minhas últimas práticas: rever filmes antigos no Netflix hehhheh inclusive estou viciado em Star Trek mais uma vez =]]]

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