Viajantes Interplanetários

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

VALA VARRIDA


O homem que buscava
Água suja para matar a sede
Tinha a resultante necessidade
De limpar as fontes que ouvia serem sujas
Seu Inconsciente Incoletivo Indicava
Várias Valas a serem Varridas

Água de vala bebida saciava o homem com dor

Calava com trégua saciava com morte o homem calado cessou

Tempo; sede; o passo; eu vento; eu passo

Suscitou

Lirismo dos vates vertidos em versos

Gritou

Vala nova
Água suja
Serinamado

Seu inconsciente incoletivo

O empurrou na água de nossos monstros decantados

Tempo, sede
O passo; eu vento, eu passo.
É o choro; eu choro, no morro; moro

O homem descobriu que só ele ia ao morro
Percebeu com a ajuda dos vivos
Que enquanto subia suando lágrima
Todos os que estavam em cima
Já o viam de baixo
Com os braços formando rede

Se joga! , Não suba!

Nós também temos sede!

Olhou a mão molhada de verso sanguíneo
Olhou o chão da planície nascida do morro, matador exímio.

Guardou o obituário no bolso e se jogou

Seu inconsciente incoletivo indicava varias outras valas a serem varridas
Agora sem dor

Vá (O)
A quantidade das sombras é a mesma das lâmpadas

Vá (O) Vá (O)

Poeta amoroso
Ícaro Tenório

2 comentários:

  1. PARA VER O POETA RECITANDO O POEMA A CIMA É SÓ CLICAR EM http://www.youtube.com/watch?v=AGsfWRaYukw

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  2. Excelente poema.
    Um grande abraço. Tenhas uma linda semana.

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