Viajantes Interplanetários

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Expoentes da “Geração 65”: JACI BEZERRA

SONETO MANSO COMO UM CARNEIRO AZUL
                                                   A Benedito Cunha Melo

Meu irmãozinho Alberto anda sorrindo
Nas claras ruazinhas de algodão
Do bairro pobre, onde esqueceu, florindo,
Por descuido, quem sabe?, o coração,


Da janela o saúdo. O dia findo
Vem dormir enfadado em minha mão
De carícias de lã. É muito lindo
Ser bom assim, ninguém me diga não.


Troc... Troc... Seus passos na calçada
acordam meu chapéu de tinta gauche.
Retiro o riso da expressão cansada.


O que fazer? Reflito, desolado.
E o Alberto lá vai, talvez não ache
Seu pobre coração desmantelado


(Jaci Bezerra)
   

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