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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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FILOSOFANDO À TOA-15

(Sobre a filosofia na educação)

Por: Célio limA.

 

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.” (Pitágoras).

 

Às vezes eu me dou o direito de perder o meu tempo ao assistir algum programa da televisão brasileira. Dia desses assisti ao “Na Moral” do Pedro Bial. Observei certos pontos interessantes por trazer propor questionamentos sobre temas de importância para o dialogo social, questões éticas, valores e a moral. Coisas que precisamos discutir democraticamente para afirmarmos ou martelar: derrubar/reconstruir socialmente falando tais questões entre tantas que precisamos politicamente debater e escolher coerentemente e de forma justificável. Porem o que vejo é que em tal programa peca nitidamente em seu formato: “fast food” onde o telespectador tende a digerir rápido o “produto” desconfortavelmente sem degusta-lo  como deveria. O programa se é curto, não chega a debater os temas com um melhor aprofundamento, alem de o enquadramento global ser burro/engraçado, o que destrói com programas como os do Jó Soares e o do Serginho Groisman. Esse esquema engraçadinho em que somos bombardeados por sorrisos falsos ou por uma felicidade ilusória. Digo que se ser feliz seja ser bombardeado burramente por tal felicidade que eu a chamo por pura desgraça em si, pois precisamos de muito mais, merecemos mais da indústria do entretenimento. Precisamos do drama que nos sensibilize didaticamente, precisamos da tragédia para buscar outros aprendizados, perspectivas ou aponte direções novas, precisamos da comedia que cuspa os tipos das nossas mazelas contemporâneas e até históricas que as ridicularize e não de um show real improdutivo, de uma revista fantástica sensacionalista ou de um balé de zorra total.

Falo sobre isso por me lembrar do ultimo “Altas Horas” que assisti. Cujo contara com a participação de uma atriz global (como de praxe tem que ter em quase “todos” programas de entretenimento/entrevista dessa emissora), a participação do diretor de cinema Fernando Meireles, o apresentado da casa Pedro Bial e o poeta marginal Ferréz a quem fora perguntado por um jovem da plateia algo sobre o papel da literatura na educação. Lembro que o escritor Ferréz respondera lucidamente qual era o papel da arte na educação escolar e do qual farei um a analise sobre o papel da filosofia ou sobre a volta da filosofia na grade curricular do nosso ensino brasileiro. A filosofia que fora retirada das nossas salas durante o governo dos militares etc. e que aos poucos vem retornando as salas de aulas e se perguntando ou fazendo nos perguntarmos por ela e pra que ela serve ou servirá e como servirá a filosofia há esse doente ensino nosso tão desqualificável.

Sinto que cabe a filosofia fazer o papel que as crianças sempre fizeram com naturalidade e que com o tempo vão se domestificando e tecnicamente vão se tornando homens/presas fáceis e acomodadamentes ao agirem como um rebanho senil. O papel do perguntar e do se questionar é o papel da filosofia que poderá oferecer outras perspectivas. Se a filosofia servirá para transformar as novas gerações em seres mais questionadores ou em seres melhores, não sei dizer. Dizem que quando se constrói uma escola, se é fechada uma penitenciaria, será verdade tal dizer? Os países do primeiro mundo como a Rússia e os Estados Unidos da America têm muitas e boas escolas? Grandes indiciem de criminalidades? A educação serve para criminosos se tornarem especialistas em sua atividade? São perguntas que feito uma criança eu vos deixo aqui.

Vejo que a filosofia poderá desenvolver algumas ações educativas no ensino. Cabe a ela servir para trazer mais reflexões. Sobre a ética, a moral, valores e estética. Pois a trabalhando de acordo com o pensamento platônico/aristotélico seremos guiados numa perspectiva de moderação, socialização, a busca por um caminho do meio, virtudes ou a edificação de uma melhor sociedade politizada e não doente de alienação e da idiotia como a nossa. Se trabalharmos a filosofia com o martelar filosófico do Nietzsche preparamos as gerações para um possível destruir e reconstruir modelo social que poderá ser um novo rumo melhor ou um diferenciado rumo do atual. E eu vos pergunto prezado leitor: existe um só trem da historia ou existem vários trem para embarcarmos?

Sou defensor da introdução da filosofia no ensino infantil aonde o mercado vem trabalhando com material para esse público ver o livro do ex-jogador Raí, outras obras que servem introdutoriamente é a obra “O Mundo de Sofia” (disponível em livro e a série televisiva em DVD), alguns dos livros dos filósofos educadores Mario Sergio Cortella e Paulo Ghiraldelli Junior. Que são bem vindos por suas abordagens lúcidas alem de uma fácil compreensão textual.  Vejo que o ensino de filosofia será produtivo ao povo brasileiro por servir para uma possível humanização ou descontaminação técnica do nosso ensino atual se o for trabalhado em uma perspectiva de desbanalização do próprio banal.

 


“Quando lavo o rosto pela manhã é como se tivesse tirado os pesadelos da noite mal dormida. Como um pão e empurro com o café pelo estômago abaixo com raiva. Ao pegar o prato do almoço, ligo a TV e não estou mais sozinho. Depois vem o computador e vejo o mundo inteiro. Ao desligar, a mesa e tudo em cima se torna inútil, ineficaz. Pego a folha branca com vontade de preenchê-la. Penso um pouco e sei que verdades e mentiras são questões de ponto de vista. As palavras não são dignas de serem colocadas uma após a outra. O café é amargo como o que penso da vida.  E mais uma vez não sei o que vivo e não sei o que penso.  A vida é externa, a guerra já começa em nós por dentro. A paz é uma palavra muito curta para fazer efeito. A sensação de ter asas não me agrada mais, quero rastejar.
Nas coisas que comprei hoje não me apoio mais. Olho em volta e as sensações estão mortas, vivo é o meu querer. Toda vez que chegamos no topo olhamos para baixo. Não, não é por causa da vitória conquistada, somos o começo da caminhada. Quando deixo minha mente vazia, ela não se apoia em barreiras. Os livros bem pensados são prostitutas bem pagas pela vaidade. A diferença dos medíocres, é que eles sabem capitalizar no caos. Deus me acordou cedo hoje, e me disse para calar a boca. Como sempre no mundo, a teimosia gera o bom senso. Tantas praias, tantos por do sol, tanta alegria, e limitamos o que são tantos. A poesia poderia ser uma solução para a insanidade. Mas o egoísmo do homem deixa a alma em segundo plano. O estômago dói, e os dedos tocam as teclas rapidamente.
Tudo para dar sentido numa coisa chamada vida. Entre os dentes e o resto, a boca toca a mão direita e não sente nada. Entre sons e uma leve chuva, a coisa mais sem sentido é olhar a verdade. Embora quisesse parar, agora sei que não se para o sangue. E os dedos continuam a se movimentar, não para o prazer, e sim parar de sofrer. Deixarei tudo aqui nesse papel. E o quebra cabeça estará perdido quando não registrar as respostas. Nada de mais, um retorno ao grande nada. Frases que nos acompanham por toda uma caminhada. E no final vou por um título nada criativo. E ao parar vou voltar a me iludir. Vivendo. (Ferréz)

 

“OBS: Célio limA.(ATIVISTA CULTURAL) É filosofo por natureza; anarquista por tesão e poeta por diversão. Membro fundador dos movimentos literanarkos: A Sociedade dos Filhos da Pátria; A Liga Espartakista-Sempre Mais!!!. Atua nos Blogs: http://salveopoetasalve.blogspot.com.br/http://sexopoemaserocknroll.blogspot.com/ http://poetasdemarte.blogspot.com/ http://tribunaescrita.blogspot.com
Atualmente cursa: FILOSOFIA-UFPE.

21 comentários:

  1. Vou dar o meu pitaco de total ignorante no assunto: A filosofia é necessária por que nos ensina a PENSAR, e pensando questionamos; questionamos podemos influir na mudança dos status quo; e mudanças que facilitem a vida das classes que mantém os MESMOS no poder, não são bem vindas aos poderosos. O poder tem medo da filosofia, por isso é que medram tantos programas globais que supostamente divertem, mas que realmente bloqueiam o PENSAMENTO abstrato dos espectadores. Fico com a filosofia e abaixo o PADRÃO GLOBO! Abraços e parabéns, JAIR.

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    1. EU CREIO Q O PODER NAO SEJA TAO MEDROSO + SIM MAQUIAVELICO NO SENTIDO DE FAZER MAL USO DA FILOSOFIA E DE GERAR ATE FILOSOFOS TECNOCRATAS P/ O USO DOS SEUS INTERESSES... CREIO Q POR SI SO A FILOSOFIA NA NOSSA SOCIEDADE NAO PODERÁ FAZER MUITA COISA RELEVANTE... POIS SIM IRÁ DEPENDER DO USO DOS BONS PROFISSIONAIS DO ENSINO FILOSOFICO COM REAL INTERESSE CONSTRUTOR E DE VERDADEIRO AMOR PELA SOFIA P/ TRABALHAR COERENTEMENTE E CORAJOSAMENTE COM O PENSAR HUMANO DAS FUTURAS GERAÇOES... POIS CREIO Q NAO SERÁ SO SIMPLESMENTE INTRODUZIR DE QUALQUER GEITO A FILOSOFIA COMO + UMA MATERIA P/ ENCHE O SACO DOS PEQUENOS CIDADOES E COM INSTRUTORES Q MUITA DAS VEZES... Q NAO SAO NEM DA AREA DE HUMANAS + SIM TRISTES TECNOS OU PIOR AINDA PROSTITUTOS DO ENSINO EM BUSCA DA MISERAVEL XEPA... Q MODIFICARAO COM O RUMO DA HISTORIA.

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  2. O mundo seria muito melhor se incentivássemos desde de cedo o pensamento crítico e reflexivo. Eu, assim como meus contemporâneos, fomos vítimas(e parece que tivemos uma síndrome de Estocolmo nesse rapto, pois fomos conibentes algum tempo)de uma educação ridícula, em que os professores de História e Literatura não nos mostraram a faceta do pensamento por si próprio.Repetimos conceitos defasados e caíamos na máquina de carne moída da ignorância, assim como no The Wall.

    O pior é que tornei-me professor e hoje identifico mais colegas meus tentando disseminar o conhecimento como algo que vá fazer o indivíduo melhor fisica, mental e intelectualmente, contudo, triste tenho de reconhecer: para boa parte, a cegueira para os assuntos que influenciam diretamente a sua vida, para eles, soa como uma benção.

    É necessário tirá-los das trevas.Os alunos, pais, comerciantes e etc, do subúrbio, ainda não sentem serem manipulados seja pela mídia nociva ou pelos governantes locais ou nacionais.

    A empreitada é árdua e dificílima.

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    1. Parabéns Cristiano, você disse o que eu gostaria de ter dito.

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    2. EU VEJO Q TEMOS NO GERAL 1 PENSAMENTO UTOPICO/RELIGIOSAMENTE CEGO SOBRE A EDUCAÇAO... VEJO EM ALGUNS CENTROS EDUCATIVOS TRATAREM A EDUCAÇAO ESCOLAR COM MERA SALVAÇAO O Q EU DISCORDO... A EDUCAÇAO DEVERA VIR DE CASA DA FAMILIA, POLIS, SOCIEDADE P/ NA ESCOLAR O INDIVIDUO SER MELHOR LAPIDADO E ABRIR O LEQUE DE OPISSOES E PESPECTIVAS PRO PROPRIO INDIVIDUO SE DESENVOLVER... + O Q ACONTECE HJ É Q AS CRIANÇAS SAO JOGADAS NA ESCOLA SEM NENHUMA ESTRUTURA E AINDA QUEREM Q PROFESSORES PREPARADOS INSUFICIENTEMENTE E COM MA REMUNERAÇAO EM Q MUITA DAS VEZES SE VE OBRIGADO A ATUAR EM 3 TURNOS E EM TER PESSIMO ACOMPANHAMENTO COM A SUA PROPRIA CRIA TER QUE CONCERTAR A CRIA ALHEIA JA VINDA COM DEFEITO DE FABRICAÇAO... ISSO É A BARBARIZAÇAO DO ENSINO PROMOVIDA POR TODOS E POR ESSA GLOBARBARIZAÇAO...

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  3. Obrigado, enciclopédico amigo!A convivência contigo, os colaboradores desse blog, Chassot, entre outros, resulta na confirmação de que a mídia(nesse caso em especial a net)pode ser deveras benéfica e enriquecedora!

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    1. Correto Cristiano, aqui (web 2.0) o sujeito não apenas consome, ele produz e dissemina sua própia informação, sua visão de mundo, seu ponto de vista.

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  4. Parabéns Célio, pelo texto, mais uma vez colocando uma questão de grande importância para ser discutida, ou pelo menos um ponta pé para uma reflexão inicial.
    Nunca assisti o programa que você mencionou, mas já ouvi comentários de colegas muito parecido com o que você acabou de dizer, e vejo que é sempre assim e continuará sendo até o momento em que a sociedade continuar respondendo aos estímulos que é estimulada.
    Estou na defesa de que a Filosofia deve sim ser ensinada para crianças, para que ela não perca o instinto humano indagador que tem em si, e seja capas de construir ou embarcar no trem da sua história, não como mais UM, mas como o diferente.
    E sei que instrumentos para introduzir a crianção na filosofia não falta, o que falta é a boa vontade e o bom senso para que percebemos que assim como Epicuro dizia, nunca é cedo nem tarde para aprender filosofia, seja para o novo ou para o velho. penso que o que te faz ser novo ou velho é o tamanho da abertura da tua mente.
    É isso, vou ficando por aqui, esperado mais um filosofando a toa.
    BeijO

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    1. ISSO MESMO UMA REFLEXAO INICIAL...EU CREIO Q O DIALOGO E AS CRITICAS ALEM DA REIVINDICAÇÃO NOS MEIOS SOCIAIS E VIRTUAIS PODERÁ FAZER COM QUER HAJA CERTA MELHORIAS NA PROGRAMAÇAO TELEVISIVA E EM OUTROS SETORES ETC... COMPARTILHO TAMBEM DA DEFESA DE TODOS TER ACESSO AO CONHECIMENTO E Q A FILOSOFIA NAO SE TORNE UMA CEITA HERMETICA SOL P/ OS ESCOLHIDOS... VEJO Q A FUNÇAO DO ARTITA E DO EDUCAR SEJA A DE PROVOCAR, QUESTIONAR, E PROPOR NOVAS PERSPECTIVAS OU A POSSIBILIDADE DE ESCOLHA EM QUAL TREM OU EM QUAL VAGAO DO TREM DA HISTORIA O INDIVIDUO PODER ENTRAR E NAO ENTRAR ENCURRALADO/ADESTRADO COMO 1 REBANHO... O VELHO EPICURO SEMPRE COM SEU ANTIDO-FILOSOFICO P/ CURAR AS FERIDAS DA "ALMA" HUMANA !!!

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    2. REFLEXAO 1:

      MEC vai propor a fusão de disciplinas do ensino médio
      17 AGO 2012 BY JULIANO, NO COMMENTS »
      O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

      A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

      Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.

      “O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas”, afirmou Mercadante.

      Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

      Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

      A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

      Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

      Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

      O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

      Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

      Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

      Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

      Fonte: Folha de São Paulo,

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    5. Caro Célio,

      já tinha ouvido falar nessa possibilidade, por acaso não por intermédio da folha de São Paulo. Gostaria de saber, se quem sugeriu a ideia testou o método num grupo menor, com o intuito de perceber a sua eficiência? Eu acredito que não!Outro detalhe, baseado em quais conceitos ele(ou eles)chegaram á conclusão de que uma junção de várias matérias em uma tornaria a coisa mais interessante? Quem fica a frente de uma turma vê, quase sempre, que a absorção de um conceito isolado não consegue ser solidificado, imagino propô-lo acompanhado de outros de áreas distintas?

      Temo que esse desejo de implementação seja mais uma má interpretação de ideias, assim como ocorreu nas décadas de 80 e 90 do século passado, onde falava-se em demasia do construtivismo de Piaget, contudo aplicava-se uma coisa totalmente equivocada pelas escolas.

      Até hoje sofremos por esse fato!

      Isso é algo muitíssimo sério que depende de uma preparação dos docentes bem intensificada.Duvido que as autoridades governamentais invistam nessa capacitação!

      Para mim não passa de uma jogada de marketing puramente falsa!


      Muita paz!

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  5. REFLEXAO 2:

    ✪Escritora holandesa, falando sobre o Brasil. ~

    "Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

    Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

    Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

    Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

    Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

    Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

    Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc. Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

    Os dados são da Antropos Consulting:
    1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
    2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
    3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
    4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
    5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
    6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
    7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
    8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
    9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
    10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
    11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

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    1. CONTINUAÇAO:

      Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

      1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
      2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
      3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
      4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
      5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
      6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
      7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

      É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!"

      FONTE: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=274889892612980&set=a.204300276338609.33336.204288813006422&type=1&theater

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    2. REFLEXAO 3:

      - Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
      Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
      Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
      Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
      Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
      É coisa de gente otária.

      - Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

      Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
      Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
      Brasileiro tem um sério problema.
      Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

      - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

      Brasileiro é vagabundo por excelência.
      O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
      O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
      Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
      - Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

      Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
      Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
      Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
      O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

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    3. CONTINUAÇAO:



      - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

      Já foi.
      Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
      Guerra do Paraguai ali se instalaram.
      Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
      Hoje a realidade é diferente.
      Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
      Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
      Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

      - O Brasil é um pais democrático.. Mentira.

      Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
      A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
      Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
      Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
      Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
      Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

      Democracia isso? Pense !

      O famoso jeitinho brasileiro.
      Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
      Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
      Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
      No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
      Afinal somos penta campeões do mundo né?
      Grande coisa...

      O Brasil é o país do futuro.
      Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
      Dessa vergonha eles se safaram...
      Brasil, o país do futuro !?
      Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

      Deus é brasileiro.
      Puxa, essa eu não vou nem comentar...


      Arnaldo Jabor
      Inspirador do NasRuas

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  6. COLOCO + LENHA NA FUGUEIRA DESSE NOSSO DIALOGO...

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  7. SOBRE O TEXTO: “Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio”.
    Por: Célio limA.

    O texto começa com um panorama sobre o ensino de filosofia no Brasil. Desde a sua implantação no século XVI, onde fora dogmaticamente ensinada. Sua retirada no período ditatorial, e que ainda no século XX, ela ainda não tinha presença garantida no currículo e que quando ministrada era sem condições decentes por falta de tempo, de profissionais capacitados ou por outros motivos que fizeram passá-la pobremente. Vale ressaltar que no período de nossa ditadura militar ela fora brutalmente tirada do ensino e passada a ser vista equivocadamente como algo subversiva “marginalmente” ou redentora da democratização. Pobre filosofia, encontrada em situação de paradoxibilidade, contida por amantes, desejadas por estranhos utópicos, fechada por dentro e requisitada de fora. Então a filosofia se é en sinada em nosso meio às vezes com um conteúdo meramente histórico: nessa vertente, significa ensinar o que seja a historia da filosofia das suas origens ate a produção dos nossos dias. Seja baseada nos filósofos, em temas ou conteúdos filosóficos. Uma outra vertente é a de se trabalhar o ensino filosófico em torno de problemas onde tal ensino tem um caráter monográfico em torno de questões filosóficas, temas como a relação corpo-mente, a existência do divino, transcendência ou o próprio conhecimento como exemplo. Assim temos um ensino mais ativo do que o histórico enciclopédico, pois seu referencial passa a abraçar problemas, repensados, trabalhados em sala de aula e quando se passa a trabalhar com problemas sugeridos pelos próprios alunos aproximamos de uma vivencia cotidiana filosófica. Já na vertente que atua com atitudes filosóficas e habilidades cognitivas tende a propiciar um conjunto de habilidades de pensamento filosófico para os alunos. Um problema que o texto aborda é a problemática envolvendo o filosofo e o professor de filosofia onde se há uma opinião (ou possível preconceito cultural aqui instalado) de que o filosofo é aquele ser hábil envolvido no processo de pesquisa filosófica, enquanto que o professor seria aquele aluno sem aptidão para a excelência da tarefa e, portanto caberia a ele o repassar (lecionar) a filosofia. O que historicamente entra em contradição com os grandes pensadores que praticaram as duas tarefas. Outro ponto interessante do texto é a diferença do que é o filosofar e a filosofia vista por Hegel e por Kant. Se a origem da filosofia veio do espanto dito por Aristóteles ou da insatisfação de Tales, Sócrates entre outros não sei vos dizer. Sei apenas que hoje ela deve trabalhar com a desbanalização do banal em nossa contemporânea sociedade. Para que serve a filosofia? Se para Aristóteles a ciência primeira não serviria para nada por ser um ato reflexivo comple to voltado para si. Hoje investiremos as nossas fichas filosóficas em dizer que a filosofia deva ser algo que seja transformadora e que seu exercício deva ser o de nos fazer pensar de forma diferente da que pensávamos. Seja a de perspectivarmos ou de nos trazer outras (“novas”) possibilidades do pensar e do que é o compreender. Kohan e Gallo trata do problema da filosofia sendo imposta no vestibular ou em cursos de forma municipalizada ou estadualizada como ocorrera em Uberlândia como um fato que merece ser mais bem examinado. Pois para eles não basta impor a filosofia como uma matéria nas mãos de profissionais do ensino desqualificados ou de outras áreas do conhecimento, mas sem manejo para com a filosofia especialmente por dizer. O que eles visam é um ensino que garanta a efetividade do caráter filosófico e não colocar a filosofia como mais uma mercadoria na prateleira. E mais vagas para os possíveis técnicos de tal cadeira. Eles defendem que a filosofia deva conquistar o espaço virgem e não um espaço de uma experiência de risco desastroso.

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    1. O que eu defendo é que ela deva sim ser posta desde a infância em nosso meio escolar pois creio que seja menos danoso a intelectualidade de nossas gerações correr o risco de socorrer algumas vitimas de um possível desastre educacional do que condenarmos/paralisamos o acesso ao conhecimento para com as possíveis almas dos milhões de cérebros que possam um dia usufruir e compartilhar a degustação de tal amor pela sabedoria. Se optarmos por filosofia como uma experiência possível. E que a vida não seja talvez outra coisa senão uma grande experiência e se entendermos experiência como propõem o seu radical no latim: uma ideia de um movimento que atravessa quem vive. A filosofia passa a ser uma travessia vital que nos propicia sermos não mais o mesmo de antes. Utilizarei das possíveis palavras do militar apostolo Paulo quando diz que: “Quando criança pensara como criança, quando adulto pensara como adulto” e farei minha as palavras do Dr. Jung: “Saulo tinha Paulo em si, e Paulo continuou a ter Saulo em si”. E que a filosofia sirva de óculos para nossos olhos cansados como definira Merleau-Ponty: “A verdadeira filosofia consiste em aprender a ver o mundo”. e que sejamos porem atravessados por ela e que as nossas retinas sejam outras para enfim enxergarmos novas nuances, outras perspectivas, que apareçam as sombras que antes não fora possíveis serem compreendidas e tidas como reais. Para o filosofo Nietzsche a filosofia seria algo alem dos padrões de normalidade, e que os que se dedicarem a ela teriam a necessidade de costumizar-se com ares rarefeitos e gelados como o das altas montanhas. Em outras palavras é o não querer mais que bem querer do não se contentar com literaturas baratas, verdades dos jornais ou por esse excesso leproso-cancerigena da mídia eletrônica de nosso pus-moderno tempo atual.

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