Viajantes Interplanetários

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sábado, 6 de outubro de 2012

SONETO DA (IN)FIDELIDADE*


Chega-se a conclusão entristecida
Ao nos analisarmos friamente
Que não há o que baste nesta vida
De nossa hipocrisia tão latente

Não há quem seja alma apodrecida
De todo, mas, decerto comumente
Parte de sua aura é enegrecida
Por mentiras de um passado recente

Falsas juras são pecados bem sutis
Que cometemos em nome do amor
E ninguém ama com fidelidade

Pois o homem e a mulher tem dons ardis
De enganar seu cônjuge pelo clamor
Das trombetas pútridas da vaidade.


Cristiano Marcell

Extraído de Poesia Por Alguns Contos do projeto CASTANHA MECÂNICA.

6 comentários:

  1. Muito bom teu soneto, Cristiano. Um abraço.
    Outro abraço para o Fred.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Limerique

    Não que o amor seja definido
    Por algo que não faz qualquer sentido
    É um jogo solene
    De negaça perene
    Qual duelo de mocinho e bandido.

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  4. Porra Fred! eu fico emocionado pra cacete de ver que você lembra de postar escritos meus. Logo tu, poeta e conhecedor de prosa e poesia ao qual eu tanto admiro!

    Meus sinceros agradecimentos, meu cajuíno amigo!

    Você é o cara!

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