Viajantes Interplanetários

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TESTEMUNHO DO TESTAMENTO


Sinto-me em completo débito com a herança contracultural e alternativa da poesia. O cânone também me deixou marcas importantes. Nunca administrei essas duas frentes como opostas, porém recorri a um erro aceitável para todo jovem empolgado.

Achei que o grande lance seria juntar as glórias da academia com as independentes. Ledo equívoco. Esse negócio de gozar com o pau dos outros não é rock pra ninguém. Mais vale morrer na praia. Por mais tentador e fácil que seja, seguir uma manada vitoriosa não garante a partilha dos louros.

Hoje percebo que o melhor jeito de dar continuidade ao erário herdado não é expondo os diamantes, mas tentando polir a latão. Todo Aquiles tem um calcanhar vulnerável e justamente lá que a coisa é interessante.

Ao invés de repetir fórmulas (inclui as “não-fórmulas” também), mais honrado é evitar os mesmos tropeços. Essa é a essência do aprendizado. Não adianta seguir as pegadas de ninguém, o caminho é sempre diferente para cada pé.

Em terra que se tem dono não há muitas alternativas. Ou você fica permanentemente protegido mas de olhos baixos ao mandatário ou você toma o terreno por assalto. No segundo caso é bom conhecer as fraquezas e reconhecer que você também tem um calcanhar exposto.


Fred Caju
   

2 comentários:

  1. Limerique

    Talvez seguir em frente seja o jeito certo
    Sem olhar os outros, mas de peito aberto
    Não interessa o rebanho
    Onde bato e não apanho
    Sem amarras, mais vale pregar no deserto.

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  2. Tentar inventar a roda todo dia ajuda no processo criativo, embora muitas poucas coisas sejam originais.

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