Viajantes Interplanetários

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sábado, 5 de abril de 2014

Canção da Paciência

Muitos sóis e luas irão nascer 
Mais ondas na praia rebentar 
Já não tem sentido ter ou não ter 
Vivo com o meu ódio a mendigar 

Tenho muitos anos para sofrer 
Mais do que uma vida para andar 
Beba o fel amargo até morrer 
Já não tenho pena sei esperar 

A cobiça é fraca melhor dizer 
A vida não presta para sonhar 
Minha luz dos olhos que eu vi nascer 
Num dia tão breve a clarear 

As àguas do rio são de correr 
Cada vez mais perto sem parar 
Sou como o morcego vejo sem ver 
Sou como o sossego sei esperar

José Afonso

4 comentários:

  1. Tem outro lado

    Não a vê passar, mas a vida passa
    E não dá satisfação prá ninguém
    E enquanto você vaga pela praça
    Sua vida se foi e nunca mais vem.

    Pois mais do que andar uma vida
    Será o que você fez que importa
    Lembre-se que ela é via só de ida
    Que repeteco nenhum comporta.

    E deixe de esperar com sossego
    Não sobrará tanto tempo assim
    Faça da existência bom emprego,
    Até que chegue o inexorável fim.

    Então liberto de todo desapego
    Almoçará pela raiz o bom capim.

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  2. Poema e música de José Afonso com base de um relato de factos passados no Japão da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.

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    Respostas
    1. José Afonso era uma figura que transmitia muito sentimentos cantando e encantando. Vivendo e conhecendo mais artistas com os amigos marcianos =]

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    2. Sim, José Afonso era como disse um prestigiado jornal francês o último dinossauro da canção europeia.

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